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Clodoaldo Malaquias - 999546587 malaquias1974@gmail.com

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O patrono da educação brasileira, Paulo Freire .



28/01/2017


O patrono da educação brasileira, Paulo Freire, é um dos idealizadores da pedagogia crítica e utilizou muitos conceitos da Andragogia em seus trabalhos sociais.

Além de ser considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica, o nordestino nascido em Recife/Pernambuco, fundamentou a sua prática didática na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade.

Em 1964, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo.

Preocupado com a relação educacional do adulto, onde gerava muito analfabetismo no país, Freire começou a analisar como o adulto aprendia, ou porque não aprendia, e notou que era necessário ensinar o adulto a ler seu próprio mundo, respeitando assim seus conhecimentos e sua própria cultura. Propôs em seu método uma educação problematizadora e libertadora, contra o que mencionava o princípio de uma “educação bancária”, onde o aluno era meramente condicionado a memorizar.

Paulo Freire denomina esse tipo de “Educação Bancária” por assemelhar-se à relação entre o dono do dinheiro que deposita no Banco sua quantia através do caixa, e este lhe entrega o recibo de confirmação do depósito, mas a quantia recebida nada tem a ver com a pessoa que recebe o dinheiro e emite o recibo. Assim também é o professor que deposita seu conhecimento no aluno. Se o aprendiz não declarou sua necessidade de aprender um determinado assunto, em vão age o mestre, tentando ensinar-lhe aquele assunto que não lhe é significativo.

O que ocorre nas instituições de ensino, em desrespeito a esse princípio andragógico, é o aluno adulto anotar e decorar as informações despejadas pelo professor, para na prova apresentar-lhe o recibo das informações cobradas e receber sua aprovação e o necessário certificado para o seu exercício profissional.

Na idade adulta, o indivíduo é autônomo, assim a aprendizagem não pode mais ser vista a partir de meras transmissões de informações e conhecimentos impostos pelo professor, e sim a partir de sua vivência, conhecimentos e da necessidade que tem de aprender o que lhe faz falta (Freire, 1996). Diferente de uma criança, o adulto percebe quais são os pontos que lhe chamam atenção e os conteúdos que lhe faz falta no dia-a-dia pessoal e/ou profissional.

Paulo Freire destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política, e foi o educador brasileiro mais homenageado da história: ganhou 41 prêmios, dentre eles de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.

Em um dos seus livros, Pedagogia do Oprimido, ele diz que “Ninguém educa ninguém, nem ninguém aprende sozinho, nós seres humanos aprendemos através do mundo” (Freire, 1968). Já no livro Pedagogia da Autonomia, que foi publicado um ano antes da morte de Paulo Freire, o autor diz que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção” (Freire, 1996).

Acreditando nas mensagens de Paulo Freire e com base em todos os conceitos andragógicos, muitos professores de nível superior buscam novas ferramentas aplicáveis aos alunos adultos, para que possam ter mais êxito em sala de aula e obter atenção especial do aprendiz.

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Nem Dostoiévski escapou da prisão russa,podem prender um homem mas não suas ideias!



21/01/2017

Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoievski e Maria Fiodorovna. A mãe do escritor morreu quando ele ainda era muito jovem, de tuberculose, e o pai, que era médico, pode ter sido assassinado pelos próprios servos, que o consideravam autoritário. Alguns biógrafos afirmaram que foi quando Dostoievski teve sua primeira crise epilética, fato disputado pelos seus atuais estudiosos, principalmente Joseph Frank.

É aceito hoje por alguns biógrafos, porém sem provas concretas, que o doutor Mikhail Dostoiévski, seu pai, foi assassinado pelos próprios servos de sua propriedade rural em Daravói, indignados com os maus tratos sofridos.Tal fato teria exercido enorme influência sobre o futuro do jovem Fiódor, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou Freud a escrever o polêmico artigo "Dostoiévski e o Parricídio".Freud é muito criticado por alguns estudiosos por ter escrito seu ensaio baseado em rumores, sem uma pesquisa profunda sobre a vida de Dostoiévski.

Joseph Frank apresenta documentos médicos que atestam que Mikhail Dostoiévski morreu, na verdade, de uma apoplexia, e os boatos em contrário foram propagados para diminuir o preço da propriedade dos Dostoiévski, pela qual um vizinho mostrava interesse.
Por pouco o mundo ficou sem conhecer as melhores obras de um dos mestres da literatura universal. Aos 28 anos, o russo Fiodor Mikhailovitch Dostoiévski tinha escrito apenas seu primeiro livro, Pobre Gente, quando foi preso e condenado à morte na Rússia – o escritor não agradava as autoridades por causa de suas atividades consideradas subversivas e as idéias taxadas de contrárias à moral e à religião do tempo dos czares.

Em 1849, Dostoiévski já estava enfileirado em posição de fuzilamento quando sua pena foi suspensa. Na verdade, tudo não passou de uma forma de tortura psicológica aplicada pelo czar Nicolau I. Embora “perdoado”, ele não foi solto, e seguiu para a Sibéria. Lá, ficou quatro anos preso em Omsk, obrigado a fazer trabalhos forçados (como extrair minérios) numa fortaleza que, anos mais tarde, após a Revolução Russa, inspiraria os gulagui, campos de trabalho soviéticos. Ficou também mais cinco anos servindo como soldado em Semipalatinski.

De suas memórias, saíram Recordações da Casa dos Mortos e registros em Um Idiota. “Dostoiévski inaugurou assim o romance-documentário, que no século 20 foi seguido por Alexandre Soljenitsin, em Arquipélago Gulag, também autobiográfico”, afirma Homero de Freitas Andrade, professor da literatura russa da USP. “O mais importante é que, bem ou mal, ele pôde conhecer mais a fundo a mente humana, já que estava preso com assassinos e estupradores. Isso serviu como fonte para seus personagens e livros.”






Noam Chomsky: As 10 estratégias para manipular as massas



17/01/2017

Noam Chomsky (1928) nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos, no em 7 de dezembro de 1928. Estudou no Oak Lane Country Day School e no Central High School. Foi pesquisador assistente na Universidade de Harvard, onde realizou a maior parte de suas pesquisas relacionadas à linguística, entre os anos de 1951 e 1955. Estudou na Universidade da Pensilvânia, onde e tornou-se Ph.D., publicando sua tese com mais de mil páginas. Após receber a sua graduação, Chomsky passou a lecionar no Massachusetts Institute of Technology. Noam casou-se com Carol Schatz, em 24 Dezembro de 1949 e teve dois filhos.

Entre suas muitas realizações, o mais famoso foi o seu trabalho com a gramática generativa, que tornou-se de interesse na lógica moderna e em fundações matemáticas. Tornou-se conhecido como um dos fundadores principais da transformational-generative grammar (gramática transformadora-generativa), um sistema da análise linguística que desafiou a linguística tradicional e tem relação com filosofia, lógica, e psicolinguística. Seu livro Syntactic Structures (1957), um resumo de sua tese, revolucionou a linguística.Criou também suas 10 teoria de manipular as massas.

1. A estratégia da Distração:

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio, ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se por conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, economia, psicologia, neurobiologia e cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”

2. Criar problemas e depois oferecer soluções.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Se cria um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas desfavoráveis à liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradualidade.

Para fazer que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Foi dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais difícil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.
Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Depois, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “amanhã tudo irá melhorar” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como crianças.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.”

6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente no sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser revertida por estas classes mais baixas.

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.

Promover ao público a crer que é moda o ato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade.

Fazer com que o indivíduo acredite que somente ele é culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, no lugar de se rebelar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10. Conhecer aos indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.

No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, a neurobiologia a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto em sua forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que o dos indivíduos sobre si mesmos.






Minha Mãe



10/01/2017


Hoje eu vim aqui para falar de você, mãe. Sim, você que sempre esteve a minha frente para tirar as pedras e os obstáculos do meu caminho, merece todo amor do mundo. Você me fez crescer todos os dias, durante uma longa caminhada e eu não poderia deixar esse dia passar em branco.

Desejo que sua felicidade seja plena, que seu futuro seja lindo e que você tenha tudo de melhor em sua vida! Gostaria de expressar tudo o que sinto por você, mas é impossível descrever em palavras o tamanho do meu amor.

Feliz aniversário, mãe! Te amo!






HOMENAGEM AO CORDELISTA DE NOSSA TERRA



02/01/2017

O FAMOSO CORDELISTA DE PIRACURUCA-PI FRANCISCO PERES DE SOUSA, O "CHICO DO ROMANCE", NASCIDO EM 1939 AINDA CONTINUA HOJE ATIVO, JOVIAL, ENÉRGICO E BRINCALHÃO. DE INFÂNCIA POBRE, PERES COMEÇOU DESDE CEDO A IMPROVISAR OS VERSOS QUE O FARIAM FAMOSO. JÁ FEZ PALESTRA EM ESCOLAS SECUNDÁRIAS E UNIVERSIDADES, TENDO SIDO AS SUAS OBRAS OBJETO DE ESTUDO EM VÁRIOS INSTITUTOS SUPERIORES NACIONAIS E EUROPEUS. AUTOR DE MAIS DE DUZENTOS CORDÉIS, AINDA HOJE CHICO DO ROMANCE VENDE PESSOALMENTE SUAS OBRAS, TAMBÉM NA FORMA DE CDS NO MERCADO PÚBLICO DE PIRIPIRI-PI, CIDADE ONDE HOJE RESIDE. AQUI APRESENTAMOS CINCO DAS INÚMERAS OBRAS DO CORDELISTAS, EDITADAS ENTRE 1980 E 2000. CORDÉIS JÁ AMARELADOS PELO TEMPO, MAS ÍNTEGROS E PERFEITAMENTE LEGÍVEIS, RETRATANDO ESTA ARTE POPULAR TÃO FORTEMENTE ARRAIGADA NA POPULAÇÃO SERTANEJA DO NORDESTE. SÃO ELAS:
1) "O ROMEIRO QUE VAI ATÉ GOIÁS CARREGANDO UMA CRUZ DE 50 QUILOS".
2) "PARA QUEM ANDA NAS TREVAS JESUS É A LUZ DO MUNDO".
(3) "OS GRANDES PROFETAS SOBRE O FIM DO MUNDO E A VINDA DE CRISTO A TERRA".
(“4) PEQUENOS DADOS BIOGRÁFICOS DE VIRGULINO FERREIRA DA SILVA- O LAMPIÃO”.
(“5) BENDITO DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS MÃE PIRIPIRIENSE”...ainda hoje continua sua jornada literária..






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