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Historiador pede na Câmara urgência em tombamentos de imóveis públicos e particulares de nossa cidade

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O professor e historiador Marco Matos ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores na última quarta-feira, 11, durante a sessão ordinária da Casa. Ele parabenizou a vereadora Jove Oliveira pela seção solene dos 150 anos da paróquia e também pelo tombamento dos bens materiais e imateriais da paróquia de Piripiri.

Marco Matos fez reflexões sobre preservação, chamando atenção para o fato da Igreja Católica se preocupar com a preservação de seus bens. “Se a igreja como instituição sólida e milenar, demonstrou em nosso município a intenção em proteger seus bens para a posteridade, por que a sociedade piripiriense também não deveria expor a necessidade visível em se proteger o patrimônio histórico arquitetônico local como um todo?”, questionou o historiador.

O historiador reconheceu que alguns passos já foram dados que demonstram a preocupação com a preservação do patrimônio histórico, como por exemplo: A preservação e restauração da estação ferroviária, hoje praça de eventos; a preservação e restauração da antiga usina elétrica, hoje casa das letras; o tombamento da Atual Igreja Matriz, e da Sede da Prefeitura; a reconstrução do obelisco, marco zero da cidade, defronte a capela de N. S. do Rosário; a desapropriação do terreno para a reconstrução do casarão do Padre Freitas e, recentemente, o tombamento do patrimônio da paróquia.

Segundo Marco Matos, a comunidade deseja algo mais. “Temos algumas edificações, em sua maioria particulares, que ainda não são protegidas, estando agora a mercê da boa vontade de preservação de seus proprietários”, disse ele. O historiador fez um apelo aos vereadores que se unam ao anseio da comunidade em ver outros prédios protegidos pela lei, para que seja evitado tanto o transtorno de uma ação emergencial onde o proprietário alegue o não conhecimento da salvaguarda do referido prédio. “O que se viu em alguns casos foi a união da ausência da sensibilidade da importância dos referidos prédios históricos, associada ao real não enquadramento ainda do prédio nos registros de proteção do município”, assegurou.

Marco Matos encerrou sua fala solicitando que seja feito um estudo aprofundado sobre a temática, e uma emergencial ação de tombamento de outros imóveis públicos e particulares de nossa cidade. “Para que possamos contar para nossos filhos e netos, nossa história e nossas memórias não por meio do famoso e triste Piripiri já teve. E sim a partir daqui, porque não, utilizar a expressão: Piripiri tem, e para sempre terá”, encerrou.