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Município de Piripiri se reúne com secretários de saúde da região para definir situação da UPA 24h

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Secretários de saúde dos municípios que participam do consórcio da UPA 24h, instalada em Piripiri, se reuniram nesta terça-feira (4), na Regional de Saúde de Piripiri para discutir sobre a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A reunião foi conduzida pelo assessor jurídico do Município de Piripiri, Fabiano Silva, e pela coordenadora regional saúde, Miriane Araújo, que explanaram sobre a atual situação da UPA, como foi recebida pela atual administração e dos trâmites para o funcionamento, apresentando números, sensibilizando e buscando apoio dos representantes municipais presentes, uma vez que é necessária a parceria com os municípios para que, de fato, a UPA possa funcionar segundo as recomendações do Ministério da Saúde.

A UPA 24 situada em Piripiri é de porte III, gerando uma condição obrigatória de atender uma área de 200 a 300 mil habitantes. Para isso, o consórcio entre os municípios da região é fundamental. “A UPA está geograficamente em Piripiri, mas pertence aos municípios do consórcio, os municípios da região”, disse Fabiano Silva. O assessor jurídico disse também que encontrou na auditoria realizada na obra da Unidade de Pronto Atendimento "coisas interessantes, mas desagradáveis", mas que o objetivo não é o denuncismo, mas sim, a resolutividade. “Se há culpados ou não, não somos nós quem vai decidir. O prefeito Odival Andrade está tomando todas as medidas para resolver os problemas para que ocorra o funcionamento da unidade”, disse o advogado.

Fabiano Silva explicou que o Ministério da Saúde destinou ao Município a quantia de R$ 1 milhão e 600 mil, para a construção da área física, mobilização e aquisição de equipamentos.

Segundo a auditoria, na prática, a gestão anterior realizou uma licitação para a construção do prédio no valor de R$ 1.739.179,00, mas depois usou o aditivo de R$ 430.998,45, que deveria ser destinado para a aquisição de equipamentos, totalizando o custo total da obra no valor de R$ 2.170.177, 99, ultrapassando o valor pré-definido.

Ainda segundo o assessor jurídico do município, o gestor anterior prestou conta da compra de 146 itens de equipamentos. Segundo o Ministério da Saúde, são necessários 972 itens para a unidade funcionar, restando a maior parte de equipamentos a ser adquirida com o valor deixado em caixa, que se mostra, logicamente, insuficiente. Mais uma vez, isso contraria o fato de a UPA ter sido inaugurada em dezembro do ano passado.

Uma representante da Secretaria Estadual de Saúde esteve presente e leu a ata feita em maio de 2012, em que gestores dos municípios pertencentes ao consórcio assinaram e se comprometeram com o funcionamento da unidade. Ainda na ata, o ex-gestor da saúde de Piripiri relatou que a UPA seria inaugurada em julho de 2012.