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Clodoaldo Malaquias - 999546587 malaquias1974@gmail.com

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Politicamente corretamente incorreto!



18/09/2019

O Politicamente Correto e o Evangelho Sempre fiquei impressionado como a gente se deixa submeter às tiranias das cadeias invisíveis. Desde cedo. Desde adolescente. Desde moço. Desde adulto. Desde Hoje que sinto assim! A conversão ao Evangelho da Graça de Cristo, aos dezoito anos e meio, apenas agravou ainda mais essa percepção. Antes era a contestação ao inexplicável. Agora era contestação porque estava explicado—e o explicado ia contra o estabelecido, na maioria das vezes. Sempre cri de modo incomunicável. Não dava para dizer tudo o que eu cria e via. Desse modo, eu dizia tudo, mais não podia ir além de certos limites...a consciência evangélica e meu temor de ser mal julgado em alguns casos. Mas, nem por isso, deixava de tomar posições. Desde o início do caminho consciente de fé, até ao dia de hoje, que, à exceção de umas poucas coisas, eu creio nas mesmas coisas, sempre as expus, mas, somente para os íntimos o fazia mais diretamente. Ou seja: o cara que Deus usou durante aqueles 28 anos, era eu. Não um outro “eu”, não um outro Caio, com outras convicções e com outras formas distintas de sentir. Garanto a todos que não! Evoco o testemunho dos irmãos lá de Manaus, onde comecei—especialmente os muitos que foram objeto de meu carinho pastoral quando pecaram pecados objetivos e foram percebidos como tais aos olhos dos demais. Evoco o testemunho da Igreja Presbiteriana Betânia, onde pastoreei por quatro anos, se entre eles não agi com a mesma misericórdia e graça, e, se ainda lembram do modo como foram todos cuidados, com amor e misericórdia. Evoco o testemunho de centenas de pastores que me procuraram, no curso dos anos, contando-me suas fraquezas; e pergunto-lhes se não lembram de como foram tratados e com que graça sempre os acolhi...!? Evoco o testemunho dos milhares de irmãos e irmãs na fé, e que comigo tiveram alguma forma de encontro e relação, e, peço que digam se não encontraram em mim sempre espírito de mansidão e longanimidade ante todas as formas de fraquezas que me confessavam...?! Evoco o testemunho dos milhares que trabalharam comigo e para mim, e, peço que digam se em mim não encontraram sempre solidariedade e socorro para com todas as suas possíveis necessidades, e, também, peço que tentem se recordar se isso não foi sempre assim, desde o principio...?! Bem, o que é que as cadeias invisíveis das tiranias e meu espírito de inconformismo têm a ver com o que acabo de dizer sobre o modo como me comportei para com o meu próximo? Ora, é que a Graça é o mais revolucionário e contestatório de todos os poderes no Universo. A Graça me permite ser politicamente incorreto no conteúdo “evocativo” de meu passado, pela simples razão de que é verdade, e, além disso, é uma verdade realizada pela Graça de Deus. Assim, posso ser politicamente incorreto, sempre que for verdade. Bem como, posso ser politicamente correto sempre que for verdade. Este é o principio para a gente ser-não-ser-politicamente-correto-incorreto-livre! Não somos machistas, nem feministas, nem sexistas, nem intelectuais, nem cavalheiros, nem grotescos, nem simpáticos, nem antipáticos, nem finos e nem rudes—somos apenas o melhor de tudo o que possa haver, se formos apenas e tão somente gente da verdade da graça de Deus, vivida, crida, expressa, confessa, sentida, doída, alegre e ativa, em qualquer contexto da vida. Isso é remar contra a maré, é não se cansar do bem, é se arriscar tudo outra vez, é meter a cara ou tirar a cara, conforme a consciência e a fé. A referencia “validadora” não está fora de você, mas inscrita na sua consciência; e, o arbitro dessa validade, é a paz de Cristo. É, enfim, a certeza de que nossa mente não tem outra chance de crescer, se não parar jamais de aceitar que a inscrição da verdade de Deus, atinja sempre novas áreas de nossa própria consciência. Aqui acabam todas as modas, todos os ismos e todas as estações que desejem roubar o direito de qualquer outra, seja da primavera, seja do inverno; seja do verão, seja do outono. A gente só cresce, crescendo. E a gente só está crescendo quando não está num processo de “sistematização existêncial”. Não vos conformeis com este século--lembra? Em Cristo não há...pois nós somos todos um, em nosso Senhor! Caio


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A floresta Amazônica



25/08/2019

São 368.989.221 hectares só no Brasil. Nem dá pra imaginar o tamanho disso. Só pra ter uma ideia, um hectare é mais ou menos do tamanho de um campo de futebol! A floresta toda tem cerca de 6,5 milhões de km² e se espalha por nove países: Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. No Brasil, ela está presente nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e pequena parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.


A Amazônia corresponde a 1/3 das reservas de florestas tropicais úmidas do mundo. Tem 20% da quantidade de água doce que existe e um estoque de minérios que nem foi calculado ainda.


Além disso, a floresta abriga 1,5 milhão de espécies de plantas registradas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; além de um grande número de insetos, répteis, anfíbios e mamíferos.







Fatos precursores mais remotos da História de Piripiri



08/07/2019

Por Luiz Mário Morais Getirana


Não temos nenhum propósito de distorcer os fatos históricos de Piripiri, a história ou genealogia de nosso fundador. Nosso intento é somente descrever, reescrever e acrescer, através de pesquisa, fatos de nossa história para não se perder no tempo voraz, em muitas vezes, traiçoeiro com a cultura e a história dos povos. Portanto, vamos passear um pouco por nossa HISTÓRIA.
Padre Freitas e Piripiri se confundem nas suas existências; um dependeu do outro para iniciarem a conquista dos objetivos pessoais e coletivos do fundador e da região. Um já se foi, o Padre, que plantou a semente que germinou Piripiri nesta terra de caudalosos olhos d’água, riachos e rios; rica vegetação e de animais também silvestres; e pelas cercanias as fazendas dos coronéis da terra e do gado, como cita Judith Santana: “Gameleira - da família Castelo Branco. Casa das Lages - o casal Bernardo José do Rego Castelo Branco/Cândida Rosa Castelo Branco. Casa do Desterro: Onofre José de Melo / Cecília Maria das Virgens. Casa do Curral de Pedras: Simplício Coelho de Rezende / com a primeira esposa: Rosa Lina de Castelo Branco, seis filhos”, dentre eles o Coronel Antônio Coelho de Rezende, patriarca dos Rezende de Piripiri. “Casa da Caiçara: Geracinda Rosa de Melo / Diógenes Benício de Melo. Casa do Piripiri do Corrente: José Joaquim da Silva Rebelo / Donata Joaquina de Oliveira Castro. Casa da Residência: Florindo Francisco de Sousa Castro, e mais, os Rego, os Alves Ferreira, os Mendes do Amaral, os Félix da Silva, os Oliveira Fernandes, os Oliveira e Silva, os Gonçalves Medeiros, os descendentes de João Paulo da Silva Rebelo / Teresa Rosa de Jesus, da Casa da Chapada, os Araújo da Silva, chefiados por Francisco Rabelo de Araújo e Silva, Estêvão Rabelo e Antônio Albino de Araújo e Silva; os Carvalho; os Andrade, os Sousa Memória e muitos outros. Era tudo que tinha nestas regiões da Data Botica (dos Medeiros) antes da chegada do desbravador bandeirante piauiense, Padre Freitas. O outro é Piripiri esta cidade acolhedora, progressista, cantada em prosa e verso por seus filhos legítimos e de adoção; cidade que se desenvolve rapidamente e espera, a cada dia, dos seus filhos, das autoridades constituídas civis, eclesiásticas e militares um olhar mais humanista e mais cristão; que se pense mais no coletivo, assim como o próprio fundador deixou para nós este legado que é de responsabilidade de todos.

Mas não podemos falar de Padre Freitas e de Piripiri sem antes abordar a região norte do Piauí, primeiro dos nativos – os índios Tremembés, os primeiros habitantes da região norte, no Delta do Parnaíba, tidos como ágeis nadadores e mais tarde aldeados pelos Jesuítas. Depois os colonizadores portugueses e por fim os brasileiros piauienses, cearenses, maranhenses, pernambucanos e baianos. Dentre os muitos portugueses que para aqui vieram destacamos os “Dias da Silva”, na pessoa de Domingos Dias da Silva e familiares, primeiro ficaram na Barra do Longá e mais tarde na região do Porto das Barcas. Com a morte de Domingos Dias da Silva, seu filho Simplício Dias da Silva, o lendário “Simplição da Parnaíba”, herdeiro de seu pai e da rica região onde se destaca a CASA GRANDE DA PARNAÍBA, o símbolo do poder autoritário, do comércio do gado, das charqueadas e do cultivo da terra que deu continuidade ao desenvolvimento da região.
Mas foi na Vila de São João da Parnaíba nos idos de 1798 que nasceu Domingos de Freitas Caldas Júnior, o nosso Padre Freitas. Seu pai Domingos de Freitas Caldas, natural de Portugal, ligado por laços de parentesco com os Dias da Silva casa-se com Rita Maria de Almeida e constitui a família com cinco filhos, a saber: José, falecido quando criança; Catarina de Sena e Silva; Maria Rita da Silva; Bernardo de Freitas Caldas e o caçula da família, Domingos de Freitas Caldas Júnior. Porque Silva e não Caldas? O nome do Padre Freitas foi alterado para Domingos de Freitas e Silva. Àquela época era comum que o afilhado recebesse o sobrenome do padrinho, que no caso era o reverendo Henrique José da Silva.

Pela historiografia de Parnaíba o português Domingos de Freitas Caldas pai do Padre Freitas chegou à região litorânea da então Província do Piauí no século XVIII. Era pessoa amiga e de muita confiança dos Dias da Silva e foi por muito tempo responsável pelo Cartório da Vila de São João da Parnaíba onde exerceu a função de escrivão e mais tarde passou essa tarefa para o seu filho Bernardo de Freitas Caldas, portanto, irmão do Padre Freitas.

Dentre as irmãs do Padre Freitas, a Maria Rita da Silva, casada com Brás José Muniz, uma das filhas do casal, Bernarda Rita da Silva, foi casada com Domingos Alves Ferreira, bisavô materno da historiadora Judith Alves Santana. (1)

O Padre Henrique José da Silva padrinho do Padre Freitas vendo que seu afilhado, jovem e inteligente, tinha um futuro promissor sugere aos seus pais a ser padre e que o mantem com todas as despesas necessárias no que decidem encaminhá-lo a estudar no Seminário de Olinda. Nesta cidade pernambucana conhece a jovem Lucinda Rosa de Sousa, descendente de holandeses, e começa um relacionamento amoroso, se tornando insustentável a sua permanência naquela cidade, por isso a direção da Diocese de Olinda, responsável pelo Seminário, nesta ocasião, o transfere para o Seminário de São Luís-MA, onde conclui os estudos e é ordenado presbítero secular.

Ainda em São Luís do Maranhão, Padre Freitas inicia sua vida ministerial, adquire bens imóveis, mas em seguida retorna a sua terra natal, a Vila de São João da Parnaíba, como sacerdote atuante e, mais tarde, se torna regente da cadeira de latim. Padre Freitas era pessoa influente pela sua capacidade de convencimento e de visão futurista para sua época, à amizade do seu padrinho e com a família dos Dias da Silva. Porém, neste período, chega a Vila de São João da Parnaíba, Dona Lucinda Rosa de Sousa e em seguida os acontecimentos das lutas pela Independência do Brasil; e o Padre Freitas não se omite, sendo um dos partícipes deste movimento na Vila de São João da Parnaíba.

Quando se irrompe o movimento de Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, em São Paulo, no conhecido episódio das margens do Riacho Ipiranga, a Vila de São João da Parnaíba, situada ao norte da Província do Piauí teve, em primeira mão, conhecimento da separação do Brasil de Portugal. Por isso, as lideranças políticas da Parnaíba simpáticas ao rompimento do Brasil com a Coroa Portuguesa, aderem ao movimento, se insurgem e a 19 de outubro de 1822, declaram independentes do Reino de Portugal. O movimento é liderado pelo Juiz de Fora João Cândido de Deus e Silva, o fazendeiro Simplício Dias da Silva, José Ferreira Meireles, Ângelo da Costa Rosal, Bernardo de Freitas Caldas, Joaquim Timóteo de Brito, também o nosso Padre Freitas e outros, que nesta ocasião proclamam a Independência em relação a Portugal, pela Câmara Municipal de Parnaíba, numa solenidade, até então, nunca vista. A província do Piauí adere à causa da Independência do Brasil.

João José da Cunha Fidié, à época, era o Governador das Armas do Piauí, e estava em Oeiras, quando soube do ocorrido na Vila de São João da Parnaíba, ruma ao norte para sufocar o movimento no litoral, com seus comandados; uns a cavalo, outros a pé, numa marcha longa, cansativa e penosa. (2) Com a aproximação das tropas de Fidié, os “milicianos” do movimento separatista da Vila de São João da Parnaíba, reconhecendo a inferioridade bélica, resolvem em 4 de dezembro de 1822 se refugiarem em Granja-CE, e só depois de alguns meses, retornam, mas temendo retaliações na Vila, Padre Freitas se refugia em terras da região de Piracuruca transformando sua vida num verdadeiro mistério, e que daí várias versões se encarregam de marcarem a vida do sacerdote.

Quando os insurretos estavam ainda em Granja-CE, Padre Freitas e outros companheiros conseguem mobilizar e trazer quantidade razoável de pessoas para lutarem nos movimentos de 22 de janeiro de 1823, na Lagoa do Jacaré, liderado por Leonardo de Carvalho Castelo Branco, na Vila de Piracuruca e na Batalha do Jenipapo, dia 13 de março de 1823, na Vila de Campo Maior. Depois Padre Freitas retorna à Vila da Parnaíba, no entanto sua presença não é bem vista pela sociedade de então e pela Igreja que lhe transfere para a Paróquia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, na Vila de Piracuruca, já com a Dona Lucinda Rosa de Sousa, onde divide com o Padre José Monteiro de Sá Palácio os destinos daquela Paróquia. Para efeito de informação transcrevemos um documento de óbito daquele ano assinado pelo Padre Freitas, como vigário da Paróquia de Piracuruca:

“Aos vinte quatro do mêz de septembro de mil oitocentos e vinte e trêz nesta Igreja Matriz de Piracuruca sepultousse Roza Maria Brito, natural dessa freguezia, Viúva: morreu de febres: foi em volta em habito de S.Francisco emcomendado por mim e para constar fiz este assento que assigno= Vigário Padre Domingos de Freitas Silva”

Fonte: Karithiane Haffizza Mill Medeiros Lustosa – “Domingos de Freitas e Silva Para Além das Rupturas e Para Toda a Eternidade: o Homem Vestido de Batina” – pág. 38.

Quando Padre Freitas foi residir na então Vila de Piracuruca fixou moradia na localidade Gameleira com Dona Lucinda e duas filhas dela nascidas de outra união, Lucinda Rita da Silva que casou com o Capitão Bernardo Lopes Castelo Branco e Joana Paula da Silva que casou com Manoel da Silveira Sampaio, e lá nasceram os filhos do casal: Domingos de Freitas e Silva Júnior, o “Freitas Júnior”; Raimundo de Freitas e Silva; Porfírio de Freitas Silva; Antônio Francisco de Freitas Silva e Amélia Clemência da Silva. (3)

Como o Padre Freitas não podia batizar seus próprios filhos coube à incumbência ao seu colega, o Padre Sá Palácio, vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca o que transcrevemos o documento de batismo de Domingos de Freitas e Silva Junior, o Freitas Júnior:

“Aos vinte e oito dias do mês de outubro do anno de mil oitocentos e trinta e hum, no Oratório Publico do Sítio da Gameleira, Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca, baptizei a Domingos filho natural de Dona Lucinda Rosa de Sousa e lhe pus os sanctos óleos: Forão padrinhos Francisco José do Rego Castelo Branco e sua mulher Theresa Eugenia Maria de Jesus moradores do Sitio Baixão na mesma de Piracuruca. E para constar fiz este assento em que me assigno.” José Monteiro de Sá Palácio = Vigário”

Fonte: Karithiane Haffizza Mill Medeiros Lustosa – “Domingos de Freitas e Silva Para Além das Rupturas e Para Toda a Eternidade: o Homem Vestido de Batina” – pág. 41



Na realidade, o Padre Freitas com sua primeira esposa, Dona Lucinda Rosa de Sousa, tiveram 7 filhos, as duas primeiras filhas faleceram muito antes dele escrever o seu Testamento. Dona Lucinda, faleceu em 1839, na localidade Gameleira e foi sepultada na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Portanto, no Testamento escrito pelo próprio Padre Freitas, em 1862, ele cita apenas os cinco filhos vivos com Dona Lucinda e sete com sua segunda esposa Dona Jesuína Francisca da Silva.
A situação torna-se complicada e com família constituída, o Padre Freitas decide, em 1840, deixar Piracuruca e vir primeiramente para a Fazenda Anajá (ao norte de Piripiri, próximo onde é hoje o Açude Anajá). Ali, Padre Freitas constrói uma casa e uma pequena capela de palha; instala engenho de cana, equipamentos para fabricar farinha e alambique para o fabrico da cachaça; plantações de frutas e cereais e criação de animais e escravos para os serviços domésticos e do campo. Depois, de 1840 a 1844, compra dos Medeiros terras na região denominada BOTICA pertencente à SESMARIA concedida a Antônio Fernandes de Macedo, em 1777. Foi nas proximidades de um olho d’água, depois denominado de “Olho D’Água de Nossa Senhora dos Remédios”, que Padre Freitas constrói a sua Casa- Grande dos Freitas, da Fazenda Pery-pery (4); uma Capela em honra a Nossa Senhora do Rosário, em homenagem aos negros escravos e também currais. Está fundada, portanto, a cidade de Piripiri – 1844.





(1) Domingos Alves Ferreira foi casado com Bernarda Rita da Silva, filha de Maria Rita da Silva, irmã do Padre Freitas e que tiveram, do nosso conhecimento, 03 três filhos: 1- Domingos Alves Ferreira que se casou com Izabel Alves de Jesus ou Izabel Maria de Jesus que são os pais de: “Raimundo Alves” Ferreira; Acelina Alves Sampaio “Cilu”; Genuína Alves Ferreira (mãe de Judith Santana); Dina Maria Alves Ferreira; Domingos Alves Filho “Mingo”; e Antônio Alves Ferreira Sobrinho. 2- Antônio Alves Ferreira que se casou com Joanna Paula da Silva, depois de casada mudou o nome para Joana Paula Alves Ferreira que são os pais de: Adelina Alves Ferreira (mãe de Murilo Rezende); Álvaro Alves Ferreira; Maria Emília Alves Ferreira; Adérson Alves Ferreira (pai de Antônio Ferreira Neto “Ferreirinha”); Odilon Alves Ferreira e Oscar Alves Ferreira (pai da Professora Mirtes Ferreira) e 3- Liberato Alves Ferreira que se casou com Raimunda Fontenelles que são os pais de Maria do Carmo Fontinelles, Benedicta Ritta Fontinelles e Joanna Ritta Fontinelles.



(2) 13 de novembro de 1822: Fidié e sua tropa, ao som de clarins e tambores, deixam Oeiras e seguem rumo a Vila de São João da Parnaíba percorrendo aproximadamente 900 quilômetros. A maioria dos soldados percorreram a pé este trajeto e muitos deles descalços, numa época de seca e chegavam a andar entre 24 a 30 quilômetros por dia pelas veredas e caminhos acidentados. A alimentação para dar sustança e resistência aos comandados de Fidié era à base de carne bovina (reserva proteica), farinha (carboidrato) e rapadura (reserva de energia).



(3) Amélia Clemência da Silva foi a 5ª filha de Padre Freitas com Dona Lucinda Rosa de Sousa, se casou com Antônio Francisco de Sales, pais de Domingos Francisco de Sales e Raimundo Francisco de Sales, este, casado com Diolinda Florinda de Castro, pais de Amélia de Castro Sales; Maria Amélia de Castro Sales; Antônio Francisco de Sales (Neto); Carlota Francisca de Sales; Justina Francisca de Sales e Francisco Raimundo de Sales.



(4) Primeira denominação dada ao local da hoje cidade de Piripiri. De origem tupi, pery-pery tem vários significados e dentre eles a planta junco encontrada em regiões alagadas e segundo algumas opiniões de historiadores por ter nestes locais alagadiços em grande quantidade, daí pery-pery para designar pluralidade.







FONTE:
1- Judith Santana – PIRIPIRI – 1972.
2- Judith Santana – o Padre Freitas de Piripiri (Fundador da Cidade) – 1984.
3- Cléa Rezende Neves de Melo – Memórias de Piripiri: 1992.
4- Maria Leonília de Freitas, Francisco Antônio Freitas de Sousa e Francisco Newton Freitas – Professor Felismino Freitas: educação como missão e vocação. Teresina: Zodíaco, 2009.
5- Almanaque de Piripiri – Evonaldo Cerqueira de Andrade -1ª Edição.
6- Fabiano Melo – Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri: 2008 – 1ª Edição.
7- Informações do site: Family search.
8- Karithiane Haffizza Mill Medeiros Lustosa - Domingos de Freitas e Silva Para Além das Rupturas e Para Toda a Eternidade: o Homem Vestido de Batina – 2014
9- Wikipédia, a enciclopédia livre.
10- Revista Piauí Terra Querida: Liberdade – 4ª Edição – 13 de março de 2012.
11- https://www.dicionariodenomesproprios.com.br/peri/

12- Página do facebook da Fazenda Anajás.







HISTÓRIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA



25/02/2019

Foi no governo do Chanceler alemão Otto Von Bismarck, no final do século XIX (1.889), que se estabeleceu um sistema nacional assegurando o pagamento de uma pensão aos trabalhadores do comércio, indústria e agricultura que tivessem mais de 70 anos. Tal medida espalhou-se por outros países, entre eles Áustria e Hungria. Ao criar este benefício, que atendia a reivindicações dos trabalhadores, pretendia-se combater as ideias socialistas que se espalhavam pelo continente.

De início, a aposentadoria tinha como objetivo amparar os trabalhadores que atingissem idade avançada se tornassem inválidos ou ficassem incapacitados para exercer qualquer tipo de profissão. Já no Brasil, foi em 1923 que se criou a aposentadoria para os ferroviários e posteriormente outras categorias foram também beneficiadas. Antes disso, em 1888 foi regulamentado o direito aos funcionários dos Correios a aposentadoria. Mas a Previdência Social propriamente dita no Brasil passou a existir a partir do Decreto nº. 4.682 de 1.923 que criou a Caixa de Aposentadoria e Pensões para os empregados das Empresas Ferroviárias, extensivo aos familiares. Essa mesma Lei estendeu três anos após, o benefício aos trabalhadores marítimos e portuários. Na década de 30 os benefícios sociais foram implementados para outras categorias de trabalhadores dos setores público e privado, com a implantação de diversas normas.

Foram criados seis Institutos de Previdência, entre eles IAPI, IAPETEC, IAPC, para gestão da seguridade brasileira. A Lei Orgânica da Previdência Social foi criada em 1.960 para unificar a legislação referente aos Institutos de Aposentadorias e Pensões. Com isso, a Previdência Social beneficiava todos os trabalhadores urbanos. Somente a partir de 1.963 é que os trabalhadores rurais começariam a ser beneficiados.

Seguidamente os dispositivos da Lei Orgânica da Previdência Social foram alterando as Normas até que em 1.974 foi criado o MPAS – Ministério da Previdência e Assistência Social. A Constituição de 1.988 deu extensão dos benefícios da Previdência Social a todos os trabalhadores e garantiu renda mensal vitalícia aos idosos e portadores de deficiência, se comprovadas a baixa renda e necessidade. Em 1.990, o então INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) mudou de nome e passou se chamar INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

Atualmente, são bilhões de Reais que faltam para fechar as contas. Ressalte-se que o custeio da assistência é quadripartite – o contribuinte, a empresa, os aposentados e o governo completam o que faltar para cobrir o rombo. Há controvérsia e uma grande polêmica sobre esse assunto. Os aposentados culpam o governo por aplicar os recursos da previdência em outros setores com desvios. O benefício estendido aos trabalhadores rurais sem que hajam contribuído diretamente aumentou os gastos com pagamentos. A assistência social deveria ser mantida pelo Tesouro – caixa do governo – e não das somente das contribuições dos segurados. Além disso, os corruptos têm sangrado os recursos da previdência com fraudes das mais diversas: aposentadorias fantasmas; perícias falsas; quadrilhas que agem impunemente e locupletam-se dos cofres públicos. A economia informal, com muitos trabalhadores sem vínculo empregatício, os quais não contribuem para a previdência – atualmente, há menos de um contribuinte para cada aposentado - aliada à sonegação de muitos setores, mínguam os recursos que deveriam compensar àqueles que por longos anos contribuíram para o progresso do país.

Glauco Schilli Ribas







Brasil já teve um órgão oficial para pesquisar óvnis?



27/11/2018

"Imenso é o noticiário da imprensa mundial sobre o aparecimento do fenômeno conhecido como 'discos voadores', que passaremos a denominar de OANI (Objetos Aéreos Não Identificados)", publicou o Sioani em seu primeiro boletim, em março de 1969.

"A partir de 1947, em ondas sucessivas, as notícias se projetam nas páginas dos jornais, a povoar a imaginação dos sonhadores, a fortalecer os argumentos filosóficos dos místicos, a aguçar a curiosidade do homem cotidiano, a ferir o ceticismo dos cientistas, a desafiar a inteligência humana para equacionamento de um problema cujos valores parecem extrapolar o quadro dimensional do mundo em que vivemos. É preciso realizar-se uma investigação metódica, científica.".

Com essa mentalidade científica, o major-brigadeiro José Vaz da Silva coordenava agentes militares e civis em ações de coleta, pesquisa, entrevista e vigília. As saídas de campo eram realizadas por três a quatro homens, que portavam câmeras fotográficas, gravadores, equipamentos de infravermelho e de ultravioleta, magnetômetro, entre outros instrumentos. Muitos entrevistados eram submetidos a testes psiquiátricos, por médicos da FAB. Evidências físicas, como amostras de solo que supostamente haviam tido contato com naves espaciais, eram analisadas no Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP), e em laboratórios americanos.

Da sede, situado nas instalações do IV Comando Aéreo Regional, no bairro de Cambuci, em São Paulo, havia troca de informações e conhecimentos com projetos semelhantes de outras nações, como França e Estados Unidos que, na época, estavam extinguindo o projeto Blue Book (em português, Livro Azul) com a alegação oficial de que não havia credibilidade relevante nos casos coletados para a continuidade do programa.

Em entrevista à Revista UFO, um ex-agente civil da Sioani, Acassil José de Oliveira Camargo, conta que, nos três anos em que trabalhou no órgão, ouviu diversas histórias interessantes, mas nunca as presenciou. "Apesar de participarmos de várias vigílias noturnas em várias cidades, nós não observamos e nem registramos qualquer fenômeno", confidencia. "Pessoalmente, acredito que a maioria dos casos ufológicos relatados pode ser explicada, pois existem muitos fenômenos naturais que confundem as pessoas".

Lutando com ET
Alguns relatos, no entanto, não se constituem de produto de fenômenos da natureza, embora possam advir da imaginação. Um vigia das Centrais Elétricas de São Paulo (CESP), de Bauru, afirmou ter feito contato visual com três criaturas estranhas em uma noite de agosto de 1968. Ao abordá-los e instá-los a irem embora, o vigia "pensou que o ser estava de costas, mas estava de frente, trajava roupas escuras e apresentava apenas os olhos de fora". O aviso não funcionou, e logo o homem passou a ser agredido pelos invasores. Antes de deixá-lo, os visitantes indesejados avisaram: "Vá embora, seu vagabundo, que nós voltaremos quando esta obra terminar". Diante da ameaça, o vigia se afastou correndo, mas ainda teve tempo de observar o grupo se deslocando para dentro de uma nave no formato de uma "Kombi em pé", que alçou voo produzindo barulho "semelhante ao de fritura". Tudo isso, claro, conforme a narrativa registrada em relatório dos militares.

Ceia agitada
No Natal do ano seguinte, mais uma ocorrência peculiar. Finda a ceia de uma família de Belo Horizonte, que comemorava a data com um jantar no jardim de casa, os anfitriões começavam a recolher a mesa quando algo assomou nos céus. Por volta das 4h30, dois objetos redondos de grande luminosidade, do tamanho de bolas de futebol, voavam em alta velocidade. Um deles se distanciou enquanto o outro empreendeu acrobacias diante do casal. A história podia ser facilmente ignorada e tachada como falácia se não fosse a alta credibilidade dos donos da casa, que contaram tudo para jornais da região e chamaram a atenção do Sioani.

Operação Prato
O "Ioani", como era chamado o investigador de objetos aéreos não identificados, deixou de existir em 1972, com a extinção do órgão. Até hoje, no entanto, ufólogos brasileiros perscrutam os documentos daquela época, recentemente disponibilizados no Arquivo Nacional, em Brasília, em busca de evidências científicas que corroborem a ideia de que extraterrestres visitam a Terra de vez em quando. Segundo eles, porém, segue a luta pela liberação de supostos documentos secretos do governo, como 16 horas de filmagem da Operação Prato, de 1977, a qual rendeu diversos relatos dos próprios militares que passaram quatro meses na selva amazônica, no Pará. "Só 300 das 2 mil páginas da operação estão disponíveis", garante o jornalista e editor da Revista UFO, Ademar Gevaerd.

Mas essa é outra história...







Dia da Reforma Protestante: o que Celebrar?



31/10/2018

“Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós” (2Co 4.7).
No dia 31 de outubro de 1517, o monge alemão Martinho Lutero

afixava suas 95 Teses contra a venda das indulgências (perdão para salvação) na catedral de Wittemberg, desafiando o Papado e a Igreja de Roma a uma reflexão e mudança de atitude. Esse ato consciente de transgressão marcou a vida de Lutero dali para frente, bem como de várias pessoas que foram por ele influenciadas; mexeu com os brios de Roma, que, quatro anos depois, excomungou-o e, com ele, seus muitos escritos de advertência e admoestação bíblica e teológica. Revoltados, muitos foram às ruas “protestar” contra tudo aquilo. Naqueles diferentes instantes, deu-se prosseguimento a um conjunto de eventos, que posteriormente foi chamado de Reforma Protestante.


Bem, e o que nós, cristãos do século 21, temos a ver com isso? Essa pode ser uma pergunta fundamental, mas também traiçoeira. Explico. Ao mesmo tempo em que temos tudo a ver, uma vez que o protestantismo nasce e cresce a partir de então, também temos tido bem pouco a ver, se considerarmos a falta de estímulo à reformulação desta memória e herança reformadas entre nós, sobretudo entre gerações mais recentes de crentes (cinqüenta anos para cá). Parece que, em tantos sentidos, as igrejas que (direta ou indiretamente) advêm da Reforma, acabaram se esquecendo de seu “princípio protestante”.

Mas o que há de tão fundamental nesse “princípio” do passado, que valha ser lembrado, cultivado e celebrado no presente e no porvir? Se eu pudesse resumir em poucas palavras, diria o seguinte. Vale ser lembrado, pois:

1. É um princípio de protesto: contra toda tentativa de fazer com que estruturas, hierarquias, dogmas e outros artifícios religiosos e humanos assumam o lugar único devido à Palavra de Deus. Tem-se, com isso, enaltecido mais os “vasos de barro” do que o próprio tesouro (Evangelho) que eles carregam. Por isso, esse protesto não pode ser esquecido, nem tampouco omitido em nossos dias. Afinal de contas, o que haveria para celebrar em um protestantismo que não protesta?

2. É um princípio de retorno: ou, pelo menos, de tentativa de retorno à igreja que vemos sendo edificada conforme relatos do Novo Testamento. Uma igreja que teve amor pelo Senhor e por sua Palavra acima de tudo, e que soube traduzir isso em ações de amor e misericórdia ao próximo. Uma igreja onde as pessoas são mais importantes que as coisas, e em que são elas, as pessoas, sem distinção de classe, cor, etnia ou gênero, tampouco entre clero ou laicato, no respeito e celebração de suas diferenças, instrumentos de Deus em Sua Missão. É de acordo com esse modelo que devemos continuar nos reformando nos dias de hoje.

3. É, por fim, um princípio de liberdade: a liberdade para qual Cristo nos libertou e na qual não temos de nos submeter a qualquer peso de escravidão. Uma liberdade alcançada pela fé, e alicerçada na graça de Deus, que deve nos bastar, porque sem ela não somos plenamente livres. Liberdade que implicou e deve continuar implicando em “livre exame das Escrituras”, sem a dependência exclusiva da mediação de classes especializadas e “autorizadas”, visto que Toda autoridade foi dada a Cristo e à sua Palavra. Todos os crentes podem (ou deveriam poder), a partir de então, se ver num ambiente livre em que possam juntos examinar, interpretar e aplicar o que diz a Palavra de Deus para suas vidas, servindo uns aos outros a adorando ao Deus que nos fez, nos redimiu e nos uniu a Ele e uns aos outros.

Por essas (e por outras) que o “Dia da Reforma” deve ser dia de celebração a um único movimento: o movimento do Espírito, que continua soprando, falando, agindo entre nós, mas também além de nós. Quem tem ouvidos para ouvir, prossiga ouvindo que o Espírito tem dito às igrejas!

Jonathan Menezes
Doutorando em História pela UNESP
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina
Leciona disciplinas na área de Teologia Prática
Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil







Guerra dos Trinta Anos: Conflito entre católicos e protestantes marcou Europa de 1618 a 1648.



14/10/2018

Por Fernanda Paixão Pissurno
Graduação em História (UFRJ, 2016)

Uma das guerras mais destrutivas da história europeia, a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) sequer é considerada estritamente como somente um conflito por algumas correntes historiográficas; mais do que isso, seria uma profunda crise que abateria o século XVII em suas bases. Isso o marcaria, em geral, como um período de regressão e decadência comprimido entre dois séculos gloriosos.

O início da guerra ocorreu na chamada “defenestração de Praga”, ocorrida em 23 de maio de 1618. Nesta ocasião, três representantes do imperador Fernando II (1578-1637), da Casa Habsburgo, foram jogados pela janela de um palácio ao tentarem impor o fechamento da assembleia dos estados em Boêmia. Meses depois, Fernando II conseguiria derrotar os rebeldes, mas sua decisão de abolir o compromisso da liberdade de culto – estabelecido ainda em 1555 na chamada Paz de Augsburgo - intimidaria muitos príncipes alemães protestantes e seus aliados na Europa, como Suécia, Dinamarca e Holanda, principalmente após a ocupação da região chave do Palatinado pelas tropas do imperador, em 1621.
Somente em 1629, contudo, quando o Sacro Império Romano retomou todas as terras concedidas aos protestantes desde 1555 ao promulgar o Édito de Restituição, é que o confronto ameaçou atravessar as fronteiras do Sacro Império Romano Germânico e tornar-se um conflito generalizado. Logo no ano seguinte, o rei sueco Gustavo II (1594-1632) liderou um enorme exército numa invasão ao Império, iniciando uma fase mais favorável à causa protestante que duraria até a morte do próprio rei na batalha de Lutzen, em 16 de novembro de 1632.

Outra fase vantajosa apenas surgiria quando a divisão religiosa do conflito fosse atenuada pela entrada da França católica na aliança contra o Sacro Império Romano, em 1634, por motivos puramente geopolíticos. Somando mais de 100.000 soldados para a aliança protestante, a causa anti imperial devastaria e pilharia as terras germânicas o suficiente para fazer com que, em 1641, o novo imperador – Fernando III (1608-57) – tivesse que começar a fazer concessões significativas, como anular o Édito de Restituição promulgado por seu pai. Uma vez que a principal aliada do Sacro Império Romano, Espanha, enfrentava rebeliões em Catalunha e Portugal, estando impossibilitada de fornecer auxílio, as condições para a negociação da paz já foram possíveis a partir de 1645. Os tratados de paz, chamados em seu conjunto de Paz de Vestfália, já estariam sendo assinados em 1648, muito embora Espanha e França ainda continuassem em seus próprios conflitos até 1659.
Cerca de quatro milhões de pessoas morreriam durante as três décadas de conflito. O Sacro Império Germânico, especificamente, sofreria um notável retrocesso econômico com a enorme perda de vidas, juntamente com a destruição da maior parte de seu rebanho e colheitas; tal instabilidade se provaria ser de longo prazo, impossibilitando uma eventual unificação nacional alemã em paralelo às das outras nações. Do ponto de vista político, a Guerra dos Trinta Anos alterou por completo o eixo da Europa: enquanto a influência da Casa Habsburgo decaiu significativamente, a entrada decisiva da França já na parte final do conflito estabeleceu a base da supremacia absolutista de Luís XIV, o Rei Sol, principalmente após a paz favorável com Espanha em 1659. O fim da Guerra dos Trinta Anos, assim, pode pôr em prática um “equilíbrio de poder” entre as potências europeias que duraria mais de dois séculos.

Bibliografia:

CARNEIRO, Henrique. “Guerra dos Trinta Anos”. In: MAGNOLI, Demétrio (org.) História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2006.







Razão, emoção e eleição.



03/10/2018

Luciano Pires - 02/10/2014
Domingo será a sétima vez que irei às urnas para eleger diretamente um Presidente da República, e não me lembro de uma campanha tão indefinida como esta. E o que mais tem me chamado a atenção é a motivação das pessoas que vão às urnas. A maioria está indo votar contra, não a favor. Explico.

Há muito os estudos psicológicos dizem que o ser humano se motiva muito mais para evitar a dor do que buscar o prazer. A perspectiva de vitória de um candidato que não representa nossos credos e valores, provoca angústia, medo, raiva ou uma combinação disso tudo, causando impacto no momento da votação. Por mais que façamos nossos julgamentos baseados em fatos e na razão, na hora do voto a emoção tem papel fundamental: queremos evitar a dor!

Basta dar uma olhada nas mídias sociais e conversas de elevador para perceber que as pessoas são muito mais passionais quando falam dos candidatos nos quais não pretendem votar, do que na defesa de seus candidatos preferidos. Não fiz nenhum cálculo preciso, mas acredito que 60% das propagandas eleitorais são focadas nos pontos negativos dos oponentes. Nas mídias sociais esse número sobe facilmente para 90%! E aí fica difícil…

No último debate, por exemplo, depois de duas horas só restou o escândalo do nanico Levy Fidelix contra o casamento gay…

Já imaginou a eleição do maior jogador de futebol do mundo, entre Neymar e Messi, onde são mostradas apenas as jogadas ruins de cada um, para que escolhamos o que menos erra? Esquisito… Mas em política é assim! Uma vez que “evitar a dor” merece muito mais atenção do que “buscar o prazer”, é natural o foco no torto em vez de no direito.

Então é errado votar com a emoção? Claro que não. É ela que nos engaja na defesa das causas que nos são caras. Devemos seguir, sim, a emoção. Mas um pouco de razão nunca é demais, não é?

De qualquer forma, não deixa de ser triste a percepção de que no domingo irei às urnas para votar contra. Contra o atraso, contra a desonestidade, contra os que, por conveniência, nunca sabem de nada, contra os que se pretendem donos da verdade, contra os que acham que têm o monopólio da ética, contra os que mentem descaradamente, contra os que tratam bandidos como heróis. Contra os que pensam apenas em si e na manutenção do poder.

Mas essa tristeza é menor que a alegria da certeza de que votarei a favor do Brasil.

Vote você também.







Pesquisas “erraram” últimas 4 eleições presidenciais?



25/09/2018

De 2002 a 2014, intenções de voto na segunda metade de agosto apontavam resultados diferentes do que se viu nas urnas. Em todos os casos, pesquisas colocavam tucano fora do segundo turno, o que não ocorreu.
Os últimos levantamento do Ibope, maior instituto de pesquisas do país, divulgadas antes do primeiro turno nos 26 Estados e no Distrito Federal divergiram da apuração, fora da margem de erro, em 17 unidades da Federação, ou 66,66%. De acordo com levantamento do OLHO NELES, o instituto só conseguiu prever corretamente o resultado das eleições para governador em dez casos. Além disso, o Ibope também errou o resultado para presidente da República, fora da margem de erro.

Em relação à disputa entre Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), o Ibope apontava, no dia 4/10, que a presidente teria 46% dos votos válidos, enquanto Aécio Neves teria 27% e Marina Silva teria 24%. Com a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, Dilma estaria entre 44% e 48%; Aécio estaria entre 25% e 29%; Marina, entre 26% e 22%.

No dia seguinte, no entanto, os eleitores deram à presidente 41,59% os votos válidos, enquanto Aécio Neves somou 33,55% e Marina Silva ficou com 21,32%.

Em Minas Gerais, o instituto apontava que Fernando Pimentel teria 61% dos votos válidos, contra 31% de Pimenta da Veiga. O resultado foi mesmo a vitória do petista, mas ele registrou 52,98%, contra 41,89% do tucano.







O POVO BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR!!!!????



13/08/2018

Meus amigos.

Faz muito tempo nosso Rei do Futebol - PELÉ - o maior de todos eles até os dias de hoje, disse esta frase. - "O POVO NÃO SABE VOTAR."

Lembro que na época uma grande maioria ficou revoltada e chamaram-no de tudo, disseram que era analfabeto que não sabia o que estava dizendo, que ele era bom com os pês mas não com as palavras.

"O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO," já disse o ex-presidente francês Charles de Gaulle. que também na época foi muito criticado. Lembro que ficamos indignados com este cidadão que veio ao nosso país e disse uma "barbaridade" deste tamanho..

Segundo consta numa pesquisa de 1980 quem teria dito a "malfadada" frase não foi o francês, mas sim um diplomata brasileiro em conversa com De Gaulle.

E ai, pessoal!!!

Nestes dias de hoje, com toda esta bandalheira solta pelo país, com esta classe política antiga que se apossou do poder e são sempre os mesmos, estavam "ELES" errados???

E o que dizer dos novos políticos que estão iniciando como vereadores, deputados, senadores, somente por serem ídolos do futebol, artistas famosos, cantores de sucesso, etc????

Só porque somos um povo divertido, que gosta de piada, que está sempre em festa, justifica-se que na hora da eleição façamos um VOTO DE PROTESTO SEM NENHUM CRITÉRIO?????


PELÉ TINHA RAZÃO - Nós não sabemos votar e pior, não satisfeitos, reelegemos esta camarilha toda.

O que, de fato, mais mal faz ao país???

VOTO BRANCO, NULO OU ESTE VOTO DE PROTESTO RIDÍCULO QUE VEM SE REPETINDO EM TODAS AS ELEIÇÕES?????

Agora, meus amigos, não adianta reclamar nem se indignar - temos é que AMADURECER COMO POVO, COMO CIDADÃOS.

Nas próximas eleições, vamos DAR UMA RESPOSTA a esta classe política dominante, DIZENDO ATRAVÉS DO VOTO:

JÁ CHEGA!!!!!

ESTAMOS ATÉ O PESCOÇO COM ESTA GENTE!!!!!


Grande abraço.






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