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A OUTRA HISTÓRIA FRANCESA



14/01/2015
Lliberdade de ser diferente! Lliberdade de ser diferente!

No ano de 1998 tive o prazer de ser apresentado a uma obra cinematográfica de grande valia na vida acadêmica: o filme A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA. A produção retrata a vida de um ex-membro de grupo racista que se arrepende de suas aberrações ideológicas.

Durante a narrativa, o irmão mais velho tenta mostrar ao mais novo todas as atrocidades praticadas pelos racistas que se disseminavam nos EUA, àquela época, para mostrar-lhe que outra história poderia ser contada.

A citação supracitada guarda relação com os atentados ocorridos na França, recentemente, haja vista que a mídia insiste em colocar apenas a versão francesa da História. Não se trata de defender ou concordar com o terrorismo, considerando-se que o atentado à vida é ato condenável em qualquer circunstância.

Entretanto, mister salientar que, no país da LIBERDADE, IGULADADE E FRATERNIDADE, dez por cento da população são muçulmanos e não concordam com o modo de ser dos franceses. Preservam seus costumes, seus credos, enfim, sua cultura.
Na verdade, no país, que agora se coloca como única vítima, impera a xenofobia que se transmuta em discriminação, isolamento e mortes de muitos muçulmanos, como ocorreu bem próximo à data do referido ataque, quando 40 muçulmanos foram mortos em locais de seus próprios cultos ali na França. E essas notícias, os veículos de comunicação e as redes sociais não apresentam com a mesma veemência que trata os atentados aos jornalistas franceses.

Nesse contexto de perdas irreparáveis para todos os envolvidos nesse trágico episódio, observa-se que não só publicações perigosas, para as quais a justiça francesa não lançou um olhar mais criterioso, evitando tantas mortes futuras, bem como respostas passionais veiculadas pela mídia, com a qual compactua grande parte da sociedade, nutrem um grave argumento bem escondido pela própria história, mas que agora ressurge mais vivo que nunca: a intolerância com o outro, com o diferente!

Há muito, não só as células do terrorismo se espalham de forma espantosa pelo mundo! As células do fascismo e do racismo, que já se reinventam na Europa, também vêm ganhando corpo e, agora, encontram um motivo para justificar seu crescimento, qual seja a chancela da imprensa mundial e grande parte da sociedade que por ela tem se deixado influenciar frente à necessidade de resposta aos atentados na França.

Um olhar mais atento indica que os ataques ocorridos na França já se configuram numa resposta contra o modelo de dominação imposto pelos EUA e grande parte dos países desenvolvidos da Europa que, em 2001, cumulou com o atentado de 11 de setembro às TORRES GÊMEAS, cujas consequências ainda hoje atingem toda a humanidade.

E agora, o terrorismo somente uma afronta? Ou uma resposta? Nossa atitude deve ser um olhar para dentro de nós, evitando as intolerâncias com aquilo que se mostra diferente.
No disfarce que a globalização traz intrinsecamente, vejamos o lado positivo: um convite a conhecer o outro com suas diferenças. Não importa qual cultura ou credo, seja islamismo, cristianismo ou quaisquer outros.

Vale lembrar aqui uma reflexão séria e justa sobre as imagens de heróis que se estão construindo e que modelos de civilizações estão sendo gritados aos quatro cantos do mundo como liberatórias, como igualitárias ou até fraternas. Povos que não conseguem lidar com outras culturas que os elegem justamente por causa dos “ideais outrora salvadores”.

Nesse diapasão de angústias, enquanto a VIDA, esta a mais importante constante axiológica, não for erigida como pilar central de uma nação realmente civilizada, pontua-se a máxima construída pelo paladino brasileiro Leonardo Boff “Je ne suis par Charlie”.

George Mágno





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