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EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO!

A NOVA BARBÁRIE!



13/02/2007
! !


Presenciamos nos últimos dias a onda de violência ocorrida em Vitória, capital do Espírito Santo. Ao tomar conhecimento de fato tão revelador lembrei naquele mesmo instante de uma das grandes obras de José Saramago (prêmio nobel de literatura), que recentemente nos deixou indo para um plano melhor que esse com certeza.

Em “Ensaio sobre a Cegueira” reproduzido nas telas pelo Diretor brasileiro Fernando Meireles, o vidente autor supracitado apresenta todas as mazelas psicológicas do ser humano desde seu individualismo exacerbado até os sentimentos de impotência a que somos obrigados a enfrentar no dia a dia devido as nossas próprias atitudes, enquanto pertencentes a um meio social.

A narrativa cinematográfica mostra uma sociedade atingida por uma espécie de cegueira que vai dizimando todos os seus membros a ponto daqueles que não foram atingidos isolarem, no melhor estilo Auschwitz, os que sofriam da cegueira branca.

Aqui a primeira mensagem deixada pela obra, qual seja a fraqueza do Estado refletida pelo individualismo, que separa/segrega aquilo que lhe pode atingir! Algo bem parecido com a forma nazista de impor a superioridade da raça ariana, que colocava “sub-raças” em galpões para serem exterminados.

No Estado de Hitler essa limpeza de raça era feita pelo próprio detentor do poder, na obra de ficção, que nos parece mais real que imaginamos, o Estado coloca os próprios súditos para se combaterem até a eliminação dos mais fracos.

Observada a primeira leitura sobre a mensagem deixada pelo prêmio Nobel de literatura, mister atentarmos que a narrativa não define um país, não define nomes com a intenção de mostrar que o abismo em que estamos mergulhados não é um problema de apenas alguém, ou de um lugar, mas de todos nós, enquanto seres humanos.

Vemos em várias passagens as pessoas atingidas pela cegueira branca, dentro dos depósitos de “sub-raças”, aplicando a lei do mais forte, ou numa expressão mais atual, os mais adaptados à mazela roubando e saqueando os mais fracos, ou menos adaptados, estuprando as mulheres e praticando as mais diversas formas de mostrar os seus lados mais nefastos!

Há, ainda, momentos de êxtase/angústia velada como, por exemplo, quando os portadores da cegueira tomam banho na chuva acreditando que a mesma iria arrastar aquela doença, bem como todas as outras doenças da alma que carregamos no século XXI.

Voltando para realidade nua e crua dos dias atuais, mais especificamente, o ocorrido recentemente em Vitória, além do que já vem acontecendo no Rio de Janeiro, numa dialética talvez maniqueísta, a qual o amigo Castelo, às vezes me aponta, talvez com razão, o que mais me surpreende não é o evidente lado obscuro mostrado pelas pessoas em situações limites.

Para aqueles que estão na parte de baixo da pirâmide, que têm de lidar com a lei do mais forte, da sobrevivência, os saques não seriam menos degradantes, haja vista mostrar nossa incapacidade de responder a situação de limite, mas, pelo menos, seria menos estarrecedor.

O que causa espécie, e aqui também deveria causar preocupação ao observador menos atento é que em Vitória pessoas da classe média não passam por situações limítrofes de estado famélico que justificassem saques a, por exemplo, de lojas de eletrodomésticos.
Observamos ali, aqui e acolá a total ausência do Estado, Desta feita uma pequena fagulha, qual seja a falta de condição de trabalho digna de policiais, e ainda a falta de preparo dos mesmos, problemas estes que assolam todo o aparato policial do nosso país, acendeu todas as outras falhas de nossa sociedade a ponto de ficar evidente em todas as suas formas.

Parece, nessa situação, haver um pacto escancarado de mediocridade entre classe média e governo, daqueles em que um só lado ganha. No caso as elites, as quais são agraciadas com o discurso de justificação de seu poder, ao mesmo tempo em que presenciam a própria sociedade, com participação mais que especial da classe média, fazer a limpeza do sistema.

Essa é a realidade esfregada em nossa cara na atualidade. Enquanto a classe média brasileira, ou melhor, a senzala que se acha casa de engenho, vai se matando, em atos de profunda evidencia de sua falta de condição humana, ficaremos a mercê da máxima: EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO, e o pior, ao final de tudo, tendo que continuar dizendo AMÉM!






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A NOVA/VELHA ORDEM MUNDIAL

A RETOMADA DAS FORÇAS DE DOMINAÇÃO



30/01/2007
A AMEAÇA DO PROGRESSO INFINITO A AMEAÇA DO PROGRESSO INFINITO

Os últimos acontecimentos em nível mundial, quais sejam: a recente vitória do partido Conservador na Inglaterra; a vitória de Trump nas eleições americanas; e a aparente manutenção da direita conservadora nas eleições da França evidenciam a reorganização do modelo imperialista das potências desenvolvidas.
E, ao contrário dos céticos, que gritam ao mundo que não temos nada a ver com as movimentações geopolíticas acima citadas, devemos refletir sobre o grau de interferência que as mesmas têm em nosso cotidiano, enquanto membros de uma mesma civilização.
Nos EUA, desde a vitória de Obama, o primeiro Presidente negro da história americana, foi criado, principalmente pela população negra daquele país, muitas expectativas no intuito de que algumas mudanças pudessem ocorrer no dia a dia do americano. Expectativa essa compartilhada também por vários brasileiros.
Todavia, ao contrario daquilo que foi sonhado por muitos nunca se matou tanto negro naquele país, a classe média americana se encontra com sue rendimentos estagnados desde 1977, embora o PIB fosse 50% maior. O aparato ideológico usado pela classe rica no intuito de manter a grande massa pobre acreditando na valorização das liberdades individuais não conseguiu mais explicar a imensa desigualdade social que se instalara ali.
Pior, o que vemos hoje no mundo americano ( decreto impedindo imigração, ataque a políticas que levaram décadas para serem consolidadas, entre outras) encaminha os EUA ao um vácuo que não será preenchido por forças do bem, na medida que isola o país deixando-o suscetível aos mais diversos tipos de ataque a humanidade, dos quais o próprio povo do Tio Sam já foi vítima.
Dessa forma, a tolerância camuflada aos negros, aos de outra religião vão dando azo ao ressurgimento do xenofobismo, racismo e outros ismos que hoje permeiam a realidade americana. Prova maior disso é termos, por exemplo, que assistir como mero expectador a KU KLUX KLAN nas ruas dos EUA comemorando a vitória de Trump!
Na Inglaterra (REINO UNIDO) a situação não se mostra diferente. As fichas apostadas nas eleições de 2015 por aqueles que não concordam com o modo de ser Thatcherista/Blairista foram todas arrebatadas com a vitória do Partido Conservador no parlamento, os quais souberam usar o discurso parecido com o de Trump nos EUA insuflando contra a ameaça do Terrorismo, e dos imigrantes na melhor fala nacionalista “precisamos defender os interesses do povo inglês”.
Nesse diapasão o quadro que se apresenta, desde então ali, aponta para uma possível manutenção do modelo conservador inglês, haja vista a demandada de ideais do Partido Trabalhista por parte de seus representantes atuais e o fortalecimento dos partidos de direita nas eleições de 2015.
Não se pode olvidar, por conseguinte, que nessas mesmas eleições do Reino Unido os partidos de oposição foram empurrados para a marginalidade da representação democrática, embora ganhando 56 dos 59 assentos a que têm direito (pequena porcentagem do parlamento inglês), restando apenas a estes (no caso a Escócia) a tentativa de uma independência, que já fora tentado uma vez sem sucesso.
Na França, após a derrota da ala conservadora em 2012, o “Socialista” Francois Hollande, recentemente aumentara a jornada de trabalho, além de promover outras ações antipopulares, tais como concessões a empresários, quando prometia, em campanha, guerra a esse tipo de modelo financeiro.
O mandatário francês se revelou contra seu discurso de campanha e ainda confessou ter autorizado mortes contra supostos terroristas no exterior, além de continuar a política de envio de tropas francesas para países em guerra na África, Iraque e Líbia entre outros, demonstrando claramente o pensamento imperialista, sob o pretexto da guerra ao terrorismo.
Esse quadro de instabilidade, aliado aos recentes atentados à França, a falta de solução para acabar com os mesmos, e as medidas que vão de encontro ao Trabalhador, frustraram o que era pra ser um projeto social para aquele país, fazendo o Partido Conservador e a extrema direita ressurgir mais uma vez das cinzas para aparecerem em recentes pesquisas como francos favoritos para a disputa presidencial que se aproxima.
Por fim, na Itália e Alemanha, outras duas grandes potências da Europa não mostram realidades muito diferentes. No que tange ao país da bota o sucessor de Berlusconi não soubera lidar com momento de fragilidade financeira do País e fora derrotado recentemente em plebiscito que tentava mexer com as estruturas arcaicas do Parlamento italiano, dando maiores poderes ao Executivo. Marc Renzi não resistiu à derrota e foi obrigado a renunciar, deixando o povo entre uma esquerda, ainda incógnita e a volta da turma da direita.
No país da moda europeia, a Chanceler Merkel, vem sofrendo consecutivas derrotas locais, o que a pressiona para acordos do seu partido Conservador com a direita. Nas mesmas eleições recentes ocorridas na Alemanha observa-se ainda um preocupante avanço das tendências neonazistas e fascistas que hoje tramitam as escâncaras no modo de ser alemão!
E o que nós no Brasil temos a ver com essas mexidas no tabuleiro provocadas pelos mais recentes episódios na geopolítica mundial? Ora, caro leitor! Os países mais fortes da Europa que estrategicamente vêm usando a União Europeia sobre o pretexto de enfrentamento da crise estiveram ganhando fôlego e se realinhando para continuar a explorar os países do Terceiro Mundo, no qual infelizmente estamos incluídos e sem qualquer perspectiva de mudança na atualidade.
Resultado disso no nosso dia a dia: mais fome; miséria; maior submissão ao capital estrangeiro; desemprego; menos políticas sociais, só para citar algumas consequências dessa nova reorganização dos modelos de progresso infinito nos oferecido desde a revolução Industrial até a atualidade.
O paradigma até então usado houvera saturado, o que dera certa ideia de liberdade às nações subdesenvolvidas. Na pós-modernidade, as potências europeias e os EUA vêm se reorganizando, sob o pretexto de uma guerra ao Terrorismo e insuflando o discurso nacionalista como bandeira dessa nova forma de dominação mais forte e virulenta.
Enquanto isso no mundo real a ÁFRICA, silenciosamente vem sendo dizimada, com milhares de mortes patrocinadas pelo apoio de países europeus e dos EUA a governos golpistas. Os próprios países europeus de menor expressão e que surgiram agora nações independentes sofrem com a política expansionista daqueles, os quais dão guarida a governos sem respaldo popular.
Aqui na América do Sul não é diferente. Governos golpistas e uma esquerda que não conseguiu dar continuidade aos seus projetos sociais abrem caminho para a volta de antigas forças conservadoras, além de fantasmas antes adormecidos como nazismo, fascismo, xenofobismo e outros ismos que oferecem respostas prontas para esse tipo de situação.
A velha/nova ordem mundial nos remete para o período obscuro vislumbrado por Edgar Morin da Idade Planetária do Ferro, na qual as particularidades de cada nação estão sendo suprimidas pelas novas/antigas forças de dominação.
Nesse momento de intensa movimentação das superpotências, de reorganização de suas corridas armamentistas e de dominação e, ainda de conluios, muitas vezes, com aqueles que juram combater, se faz necessário refletir a que tipo de discurso estamos dando guarida. Se é que apoiamos algum discurso! Ou, ainda, se aquela sensação de que está tudo bem, passada como forma de lavagem cerebral pela mídia e rede social já conseguiu penetrar no nosso consciente a ponto de nos ter transformado em um Sr Smith da vida.
Desta feita, ou caminhamos para parte de cima da espiral histórica, apresentando defeito de fabricação, por meio de uma nova DESORDEM MUNDIAL, ou o modelo de sociedade macdonizada, continuará a habitar a superfície, deixando toda a grande maioria na clandestinidade.
Todavia, mister ressaltar que, mesmo aqui no mundo clandestino (mundo real), embora sendo submetido a todas as espécies de barbárie em decorrência de não aceitar o modo de ser americano e das forças de dominação Européia, não fiquemos à espera de heróis messiânicos, os quais, num lampejo de individualidade, irão salvar a humanidade. Mesmo porque essa espera infinita pelo novo messias é mais uma das várias nuance usada por aqueles que detém o poder para manter o status quo.
Na dialética daqueles que conseguem separar o real do imaginário e a partir daí ter o direito a fazer escolhas sejamos agentes transformadores na família, no vizinho, e na sociedade no intuito de que nossas gerações futuras, em longo prazo, subam todos para a superfície e habitem em um lugar melhor que esse.






UM SALVE AO REI

O RELATO DE UM PANTERA NEGRA!



13/01/2007
REI, REI, REI, REINALDO É O NOSSO REI! REI, REI, REI, REINALDO É O NOSSO REI!


VIVA O REI!
A LIÇÃO DE UMA PANTERA NEGRA!

Um dia desse recolhido ao meu lar e na solidão dos programas esportivos que me acompanham desde a infância fui pego de surpresa por um deles que ate nem tenho tanto costume de acompanhar, qual seja o programa BOLA DA VEZ dos canais ESPN.
Naquele dia permiti-me seguir minha curiosidade, haja vista que com o passar das primaveras, aquela cada vez fica menor. Tal atitude me levou ao deleite de momento ímpar da alma.
Não nego que deixei me seduzir, naquele instante raro, pelo fato de a entrevista estar sendo com REInaldo, um dos meus ídolos de menino jogador de rua.
Durante parte da entrevista o craque nos agracia com as suas façanhas no futebol, dentre elas: a maneira como humilhava os teimosos marcadores que ousavam tentar marcá-lo. Naquele momento este esforçado jogador que vos relata deixara se levar pela emoção das lembranças daquilo que viu do Rei, e ainda do que também não viu, mas que não diminuiu a idolatria pelo REI.
Senti ali, que não apenas eu era embebecido pelos causos do craque REInaldo. Os participantes da mesa do debate, todos de olhos lacrimejando, ficavam a fitar com sues inconscientes as lembranças do futebol de REInaldo.
Entretanto, o que mais me chamou a atenção fora a outra parte da vida de REInaldo, aquela que conhecia apenas de forma mostrada pela mídia, a quem só agora na velhice, aprendi a dar os descontos necessários.
Essa mesma mídia que a todo instante destrói vidas sem permitir que os envolvidos possam oferecer, pelo menos, o outro lado da história, agora concedia ao REI, embora sem saber, tenho convicção disso, a oportunidade de relatar suas verdadeiras experiências de vida.
E o Rei não decepcionou! Propiciou-nos por meio daquele relato, uma das lições mais ricas que um personagem da vida real poderia nos oferecer.
Não se pode olvidar aqui que o futebol é uma das formas universais de expressão da cultura, e aqui, alargando este conceito, por meio dela o ser humano se expressa. E qual a maior expressão do futebol? O GOL!
REInaldo comemorava o GOL com o punho cerrado levantado em posição vertical. Agora o que pouca gente sabia era qual motivo que levava o nosso herói a comemorar daquela forma o momento sublime de uma partida de futebol.
Para entendermos a mensagem passada pelo REI ao se expressar no momento de comemorar seus gols, se faz mister compreender que ele teve sua carreira meteórica no auge da Ditadura Militar, sendo preterido na Seleção Brasileira algumas vezes por atos como a mensagem que passava ao erguer seu punho cerrado.
Naquela época também surgira, um pouco antes da vida futebolística do REI, o Movimento de Defesa dos Direitos dos Negros Americanos denominado PANTERAS NEGRAS, que por muito tempo travou uma luta desigual contra aqueles que praticavam graves violências contra os negros, e que devido ao embate violento se transformou, no século XXI, apenas em um movimento que presta amparo e assistência aos negros, os quais continuam a sofrer as mais variadas e mutantes formas de violência.
REInaldo tinha conhecimento do fato e encampou a luta aqui no Brasil, estendendo ao movimento socialista que aflorava à época em razão do governo de opressão que ali se instalara, erguendo seu punho cerrado.
Não nos esqueçamos aqui que a realidade não mudou muito, nem lá, nem cá, haja vista que, embora os EUA tenham eleito recentemente o primeiro Presidente Negro, nunca se matou tantos negros naquele país como nos dias atuais. No que tange ao nosso País, salta aos olhos menos atentos uma nova espécie de Ditadura, agora com outros sujeitos, revigorada e mais virulenta.
A admiração pelo REI foi só aumentando! Se na atualidade a profissão de jogador já é vista com certa reserva, imagine como era expressar opinião contrária em pleno regime militar.
A atitude de REInaldo, nos mostra que, por mais distante que possa ser de um combate a tudo aquilo que oprime não apenas o individual, mas principalmente o coletivo, podemos naquilo que fazemos, sair da posição cômoda para mudar a realidade que vivemos.
Todavia, nosso REI não parou por ai. Agigantou-se enquanto ser humano e não fugiu das indagações fortes que lhe apresentaram. Falou sobre seus problemas com as drogas e sobre suas seguidas contusões, seus dois únicos marcadores, os quais conseguiram frear sua carreira espetacular.
Ao responder sobre as drogas, deixou a lição, embora os clichês das perguntas que já vinham com as respostas, não lhe dessem espaço. REInaldo insistia, com a força do punho cerrado, em afirmar que, diferente das respostas dadas pelo apresentador, usou drogas pensando que era mais forte que ela, quando na verdade não era!
A entrevista chegou ao seu clímax quando nosso REI falou de que forma seus filhos lidavam com as experiências negativas do PAI(obs: filho de Reinaldo escreveu a bioagrafia do PAI)! Com aquele jeito mineiro de ser lamentou o que fora por ele feito de errado, mas ao melhor estilo punho cerrado, desarmou os apresentadores quando confessou que seus filhos o tornaram uma pessoa melhor, e que nesse ínterim de tempo de sua vida tem se esforçado pra evoluir como ser humano, tendo a consciência de que não é a melhor das pessoas, embora não seja a pior delas!
Assim REInaldo encerrou sua participação naquele programa, para escrever um dos relatos mais ricos da complexa e ao mesmo tempo simples condição de ser humano, sendo apenas um de nós, cheio de virtudes e de defeitos, e que enxerga nos seus filhos uma nova oportunidade de ser uma pessoa melhor. OOBRIGADO REINALDO! REI DA VIDA REAL!






O ESTADO DE EXCEÇÃO DENTRO DE UM PAÍS DEMOCRÁTICO

O TEATRO E A TERATOLOGIA EM DESFAVOR DA DEMOCRACIA

VOLTANDO A 1964!



09/03/2016
O ALVO FOI DEFINIDO O ALVO FOI DEFINIDO

O TEATRO E A TERATOLOGIA EM DESFAVOR DA DEMOCRACIA

Na noite desse domingo dia 06 de março, ao me preparar para escrever este breve texto, fui agraciado com uma mensagem via whatsapp do amigo Paulo Carvalho a quem agradeço a contribuição de grande valia para o enriquecimento do meu argumento, me informando sobre uma entrevista com o Ministro Marco Aurélio Melo que já estava acontecendo no programa CANAL LIVRE na BAND.

A carreira do Ministro Marco Aurélio é marcada por posicionamentos firmes em questões polêmicas e decisões carregadas de elevado senso de justiça. Nesse período algumas críticas, vez ou outra, tentaram encobrir o mérito das decisões do douto Ministro, embora saibamos que o erro é inerente à condição humana. Não somos infalíveis e a falha pode acontecer em qualquer circunstância.

Na entrevista concedida pelo sábio Ministro, o mesmo, a todo o instante era interpelado por jornalistas de renome no cenário brasileiro sobre a decisão judicial que culminou com o MANDADO DE CONDUÇÃO COERCITIVA contra o ex- presidente LULA.
Tive então, diante daquele debate, a curiosidade de analisar de forma mais próxima o ato extremo cometido pelo nobre julgador de primeira Instância, no intuito de emitir um posicionamento mais similar com a realidade, embora sabendo que os atos praticados até aquele momento na OPERAÇÃO LAVA JATO estavam cercados de uma parcialidade que salta aos olhos do observador menos atento.
Nesse caso, alguns pontos merecem uma atenção especial no sentido de que tenhamos uma visão complexa do que ocorre nos dias atuais em nosso país. A nossa Lei Maior elenca como GARANTIAS FUNDAMENTAIS alguns direitos, os quais devem ser exercidos em toda sua extensão, salvo em estado de exceção, uma vez que ali a segurança nacional tem valor mais elevado se comparada com aquelas conquistas constitucionais.
Tais garantias fundamentais são na verdade o sustentáculo de um Estado Democrático de Direito nos moldes em que o Brasil adotou, sendo signatário de vários tratados internacionais, os quais resguardam aquelas, enquanto nações livres.
Desta feita, qualquer ato que vá de encontro ao DIREITO DE IR E VIR, PRESUNÇÃO DE INOCENCIA, DEVIDO PROCESSO LEGAL, LIVRE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO AMPLA DEFESA E CONTADITÓRIO (todas estas garantias fundamentais, inclusive chanceladas pelos tratados internacionais, os quais o Brasil assinou) presume-se ser atentatório a qualquer Nação que se julga livre.
Mas analisemos. Se o homem foi presidente duas vezes da República é idoso e foi conduzido debaixo de Vara a um aeroporto do Estado de São Paulo tendo todos os seus direitos tolhidos e, pasmem, segundo O Juiz Sérgio Moro, tal privação ocorrera para sua proteção imaginemos nós, qualquer do povo, quando estivermos em nossas ações do dia a dia. A resposta seria que nenhum de nós queria esse tipo de proteção!
A LIVRE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO foi outra garantia constitucional caracterizadora de uma democracia que fora solapada na referida teratologia, quando se tentou justificar a segurança do conduzido sob o fundamento de que um depoimento marcado via intimação, este ato necessário para uma futura condução coercitiva, poderia desencadear um processo de manifestações.

Ora o art. 5º,IV da nossa Carta Magna autoriza a livre manifestação do pensamento, direito este que como aqueles, deve ser exercido por qualquer cidadão em toda a sua extensão, salvo se conflitar com outro de maior valor, o que não ocorrera no caso concreto. Então indagamos que Democracia é esta que proíbe manifestações populares? Qual o medo se esconde por trás da necessidade de justificar ato tão extremo?

Uma democracia, no sentido amplo da palavra, se caracteriza pela salvaguarda das supracitadas garantias. Não há como sustentar a pecha de país livre quando os direitos mais elementares de um cidadão não puderem ser garantidos.

Nessa situação, o despacho do Juiz da Vara Federal de Curitiba passou muito longe de qualquer conteúdo legítimo! E aqui alguns podem até argumentar que a supracitada decisão esteja fundamentada no ponto de vista legal. Pois verdade não é!

Os dispositivos legais ali alinhavados contrariam in totum as garantias fundamentais erigidas por nossa Carta Magna, as quais levaram décadas para serem consolidadas no nosso meio social à base de muitas mortes e sangue. A própria legislação infraconstitucional aduzida pelo magistrado prolator da decisão para fundamentar sua decisão não restou observada pelo mesmo, uma vez que ora não precedeu com intimação necessária com o fim de que o ex-presidente LULA pudesse depor; ora porque as cautelares atípicas, como o próprio nome diz, no Processo Penal perderam força com a edição da lei 12.403/2011.

Não se pode olvidar, por conseguinte, que a LIBERDADE tem preferência diante de qualquer medida restritiva da mesma, sendo aquela a regra universal de todas as nações livres e democráticas.

Todavia, não é o que acontece no mundo real do nosso país! Há um conluio de forças que tenta, em situação muito próxima ao Golpe de 1964, voltar ao poder contra a vontade do povo. Com uma diferença, qual seja ali houve o uso da força e da reprimenda no sentido literal da palavra. Enquanto que na atualidade há uma tentativa escancarada de ares de legalidade ao golpe por meio de “ATO DE FORÇA”, ou/e ainda por uma generalização de atos extravagantes.

O aparato judicial e investigativo chancelado por uma mídia totalmente parcial e que teve seu nascedouro no regime militar para justificar o mesmo é peça chave dessa grande conspiração em desfavor do povo.
Programações inteiras, nos mais diversos meios de comunicação tentando justificar toda a Operação LAVA JATO, bem como outras acusações contra o ex-presidente LULA prepararam o ambiente para o que seria a notícia mais bombástica do atual cenário brasileiro. E não duvidem que o referido ato possa ter sido um teste para saber a reação do povo perante uma pretensa prisão de LULA.
Estamos em pleno século XXI, vivendo um real Estado de Exceção, que nada tem a ver com ficção e que qualquer semelhança com fatos nomes e pessoas não é mera coincidência, em que direitos mais elementares caracterizadores de um Estado Democrático são tolhidos em benefício de uma elite revigorada pelo coro de uma classe média, que nega sua origem e agora se ilude com a promessa de uma união fraternal com a CASA GRANDE.
Enquanto isso a senzala, antes adormecida, acordou, foi pra rua trazendo à tona uma nostálgica volta as suas origens, embora uma grande parte ainda se encontre envaidecida, ora pelo afago necessário do Senhor de Engenho, ora pela falta de concretização do projeto que trouxe os excluídos para linha de frente de conquistas nunca antes imaginadas.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, mas sem esquecermos a aflita máxima do cidadão Marco Aurélio Melo: “ALGUMA COISA ERRADA ESTA ACONTECENDO”.







QUAL CRISE?

SOBRE QUAL CRISE FALAMOS

VIVEMOS UMA CRISE DE VALORES



15/02/2015
GERAÇÃO CRISE GERAÇÃO CRISE

SOBRE QUAL CRISE FALAMOS
Recentemente duas grandes datas festivas ocuparam a rotina dos brasileiros, quais sejam as festas de fim de ano e o carnaval. Não por coincidência nesse mesmo intervalo de tempo a mídia apregoa de forma massacrante uma crise no país de dimensões nunca vista antes.
Entretanto, o que se observou nesse período foram bares e churrascarias lotados com preços em seus cardápios que chegam, em alguns casos, a três vezes o valor cobrado fora dessa temporada.
Outro fator evidenciado pelas reportagens de TV, portais, e outros meios de comunicação fora a grande frota de carros, os quais se deslocavam nos caminhos das praias do litoral. E olha que os carros eram bem longe de serem veículos velhos.
Logo a indagação veio a esse espírito sempre inquieto sobre qual crise a mídia falava. Não que nosso país esteja num verdadeiro paraíso. Todavia, a treva outrora anunciada tem menos congruência com atual momento financeiro. Esta crise, obedecendo a espiral histórica, tem seus tempos de glória e ostracismo.
Não vou aqui enumerar uma série de conquistas do povo brasileiro nesses últimos anos sob pena de os terroristas midiáticos, ou simpatizantes do modo alienado de ser me atacarem com seus discursos de bolso, ou suas falas, produto de uma maneira de conceber o Brasil ultrapassada e arcaica, que tenta se revigorar diante da imensa crise axiológica que agora se apresenta de forma virulenta.
Não precisamos dessa discussão, haja vista essa fala ter outro interesse. Só em um ponto concordo com a mídia “branca”, qual seja que estamos mergulhados numa crise, mas em uma crise profunda de valores e de conhecimento. Esta não é cíclica e não obedece as elipses históricas. Vem, na verdade, destruindo todo um conjunto de valores que levou centenas de anos para ser solidificado no nosso meio social.
Com a chegada do século XXI e as inovações tecnológicas e científicas a promessa do progresso civilizacional infinito vendido desde os primórdios da Revolução Industrial solapou valores tradicionais antes compartilhados.
Na idade planetária do ferro somos frutos de uma barbárie mais forte e revigorada. Guerras de etnias sem começo meio e fim, manipulação genética, dois terços da população mundial no limiar da fome, degradação ambientam irreparável que compromete GAIA só para citar algumas mazelas trazidas com o ideal de progresso ilimitado.
A falta de esperança num futuro que nos foi prometido, mas que não se realizou nos tornou reféns de discursos oportunistas de sujeitos, os quais, para o bem da sociedade, poderiam ficar ocultos. Esses falsos paladinos com suas indignações seletivas estão no nosso convívio sob a outorga de pessoas de boa índole.
Todos esses personagens, agora reinventados, não são nenhuma novidade no cenário da vida. Não foram lembrados por atitudes nobres, mas com algum esforço podem estar ilustrando as anedotas há muito cantado pelo amigo Kiko Silva.
Somos hoje um aglomerado de sentimentos dispersos sem algo nobre a nos guiar. Dentro do imenso vazio de valores e conhecimento que compõem nossa existência o discurso do ódio se torna mais fácil de reproduzir nos dando um êxtase que acalma nossa incompetência como ser humano.
Em tempos da tão cantada crise financeira o que mais me dói, mas o que mais me dói é que escolhemos errados nossos super-heróis!







O Fim do Ser Humano

O LEGADO DE AYLAN

O Ponto Final da Humaniidade.



11/09/2015
O fracasso do projeto humano! O fracasso do projeto humano!

O LEGADO DE AYLAN

Temos presenciado, nas últimas décadas, ou desde os primórdios da humanidade, previsões sobre o fim do mundo, destruição em massa de civilizações retratadas das mais diversas formas na nossa literatura escrita e cinematográfica. Nessas situações acima, vez ou outra, catástrofes físicas atingiriam nosso Planeta e, em alguns casos aí narrados, a raça humana seria extinta.

Recentemente, tem-me alertado o amigo Edvan Gervasio sobre a possibilidade de extermínio de nossa raça em data muito próxima por meio de fenômeno natural. Mas deixemos para depois a reflexão sobre as inquietações desse homem de bem.

Voltemos nossa atenção para um episódio que chocou a humanidade: a morte do garoto Aylan, quando sua família tentava fugir da guerra na Síria, fato este que nos remete a todos a uma ponderação sobre o sentido de nossa existência, enquanto seres humanos.

A espiral histórica demonstra que a ideia de separar é algo intrínseco em nossa cultura, algo imposto, inclusive pelo pensamento científico da modernidade (período compreendido entre a revolução francesa e o fim do século XX), que preferiu dividir o conhecimento para explicar a realidade, como se esta pudesse ser entendida fracionada.

Somos hoje reféns de um ideal americano excludente de supervalorização do EU confirmado pelo ideal segregador de outros países que se colocaram superiores em razão de raça ou cultura.

Essa nossa indiferença em relação ao outro não nos permite ler os acontecimentos de nível mundial da forma crítica mais próxima do real.

O paradigma da globalização apresentando pelos países europeus e pelos EUA, o qual, a princípio poderia aproximar nações, na verdade esconde uma política imperialista e de segregação com suporte fascista e xenofóbico nunca vista antes na história da humanidade.

O episódio da morte do garoto Aylan, a principio nos evidencia a luta de milhares de refugiados vindos principalmente do mediterrâneo. Na idade planetária do ferro, ideais separatistas impedem que os refugiados sejam acolhidos de forma digna. A barbárie atual, agora mais virulenta se reflete em práticas como a do Chefe de Governo da Hungria, que mandou construir muros com arames farpados com quatro metros de altura para impedir a chegada de refugiados do Oriente Médio.

Perdemos totalmente a visão global de espécie humana! Acolher o outro, enquanto parte de uma coletividade há muito foi esquecido, desde a época quando foi necessária a morte de quem, há dois milênios de anos, plantou o amor e a dádiva sem compromisso, embora aquele que o representa busque aplicar novamente seus ensinamentos dentro da máxima de “quem acolhe o outro, a Deus acolhe”.

Retornando ao diálogo com o amigo Edvan Gervásio! Agora entendo suas inquietações no que concerne ao NIBIRU. Mas a esta apenas acrescento que não será necessária a ocorrência de nenhum fenômeno natural para o extermínio da raça humana. Nós já morremos, enquanto seres humanos!

Aquela imagem da criança estendida na praia foi refletida por UMA LENTE DE TAMANHO INFINITO e por um FOTOGRÁFO que nos revela, por meio de tantas outras imagens, o fracasso da humanidade.











A QUEM INTERESSA O BLÁ BLÁ BLÁ!



19/06/2015
BLÁ BLÁ BLÁ! BLÁ BLÁ BLÁ!


A introdução das redes sociais na forma de se manifestar, bem como o rápido avanço tecnológico dos diversos meios de comunicação, com certeza, não foi vislumbrada pelo legislador pátrio por ocasião da elaboração do texto constitucional vigente.
Naquele tempo o contexto histórico revelava um país saindo de um longo período de Ditadura Militar, em que a livre manifestação de pensamento era rapidamente sufocada pelo aparelho estatal.
Vivemos hoje na “democracia”, em que uma frustração pessoal ecoa de forma virulenta no meio vivido. Na verdade, todos são culpados até que se prove o contrário da nossa infelicidade! Porque é mais cômodo condenar os outros a ter que lutar por aquilo que precisamos.
Pra quem sobra a conta no final do conto? Para as instituições, governos. Não que os ocupantes de cargos destes não tenham se esforçado para perderem a credibilidade popular! Todavia no final do conto aqueles estão pagando toda a conta!
Há um crescente avanço da libertinagem de expressão! Publicamos, assistimos, produzimos o que queremos e não somos punidos em nome da tão clamada garantia absoluta da “liberdade de expressão”.
Todavia mister ressaltar uma regra básica do Direito, enquanto ciência e realidade jurídica, qual seja, a preferência da lei pelo direito mais importante a ser tutelado. Melhor explicando, mais importante do que o direito de me expressar é o direito do outro de ter sua honra e sua imagem preservada, o direito das instituições, que são impessoais e que representam o coletivo, este maior que qualquer interesse individual, merecendo, por conseguinte, todo o respeito e proteção da sociedade.
No caso mais específico me pergunto qual a vantagem de uma piada, ou mesmo uma chacota sobre políticos, governantes, instituições. E quando passa o riso o que fica? O que muda depois disso na nossa realidade a não ser a banalização das instituições, as quais levaram décadas para ser erigidas como vontade popular. Por que não desarmar todos aqueles propondo soluções concretas?
Em termos reais não ocorre isso. Para sociedade brasileira a preferência é pelo discurso da desconstrução pela desconstrução, por meio de piada, de chacota!
Vamos ser sinceros! Até se pode acreditar que exista um discurso que seja de reflexo da minha insatisfação, mas a grande maioria desagua na repetição da fala de desconstrução daqueles que ainda não conseguiram se desapegar do poder.
Mais grave ainda há todo um movimento arquitetado para que esse modelo de libertinagem de expressão vigente até hoje seja mantido. Sem órgãos que possam controlar a maneira de manifestação de pensamento.
Somos assim vítimas de empresas monopolizadoras da opinião pública que promovem verdadeiras campanhas contra as instituições e patrimônios nacionais como, por exemplo, a Petrobrás, estatal que já foi a décima do mundo em termos de arrecadação, e que agora pelo discurso da desconstrução, corre o risco, com a chancela da sociedade, de ser entregue a empresas que nada guardam singularidade com o objetivo nacionalista.
Nesse momento não aparece movimento estudantil, opiniões em rede sociais e muito menos os paladinos da esperança de plantão pra defender a estatização da nossa maior riqueza petrolífera.
Interessante lembrar que países desenvolvidos, estes usados a todo instante pelos adoradores da desconstrução como modelos de gestão, todos eles possuem órgãos ou formas de controle da manifestação de pensamento seja ela qual for.
“Nos Estados Unidos, a Federal Communications Commission (FCC) é o órgão criado através da Lei de Comunicação de 1934 que tem como prerrogativa central realizar a regulação econômica da mídia evitando a concentração da propriedade dos meios. Não permite, por exemplo, que apenas uma empresa seja dona de jornal e de emissoras de rádio e TV numa mesma cidade.
No Reino Unido a regulação do rádio, TV, internet e redes de telecomunicações é realizada pelo Ofcom (Office of Communications) criado em 2003 unificando vários órgãos existentes anteriormente. Os meios impressos são regulados pela IPSO (Independent Press Standards Organization), uma organização independente aprovada pelo Parlamento e sancionada pela rainha Elizabeth II em 2013.
Na Argentina a regulação atinge apenas o rádio e a TV, com a aplicação da nova Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual aprovada pelo Congresso em 2009. Seu mérito principal é o de ampliar a liberdade de expressão no país garantindo o acesso ao espectro eletromagnético de grupos sociais antes excluídos pela força do monopólio. A lei estabelece que 33% do espectro está destinado a organizações sem fins lucrativos e abre espaço para que povos originários possam controlar emissoras de rádio e TV transmitindo programas em seus próprios idiomas, como já ocorre na região de Bariloche.
A lei de meios argentina permitiu uma expansão do setor audiovisual até então inédita no país. Foram concedidas 814 licenças para operação de emissoras de rádio, TV aberta e TV paga. Dessas 53 de TV e 53 de rádio FM destinaram-se às universidades e 152 para emissoras de rádio instaladas em escolas primárias e secundárias.”
Vemos, portanto, que o Brasil caminha na contramão dos países desenvolvidos no que tange à regulação da liberdade de expressão, se encontrando em atraso até mesmo em relação a Argentina, localizada em posição bastante abaixo de nosso país em todos os níveis de desenvolvimento.
Precisamos repensar a maneira de manifestarmos nosso pensamento. Uma autocrítica que deve partir num primeiro instante de dentro de nós mesmos! A quem estamos servindo? Qual contribuição da minha crítica para mudar a realidade que vivo? O que estou propondo para uma melhor convivência social?

A posteriori, num instante findo de reflexão, mister ressaltar que a legislação brasileira está totalmente defasada em relação aos avanços sociais e tecnológicos hoje existentes! O Direito, enquanto expressão jurídica da realidade não pode ficar obsoleto e de olhos fechados ao que se pratica no mundo no tocante a manifestação do pensamento.
Nós mesmos, como agentes ativos e passivos dessa nova maneira de conceber o pensamento, temos que estar conscientes de que o nosso direito de falar o que pensamos só pode ir até onde não ultrapasse o interesse do outro, do coletivo, sob pena de não passarmos sempre, ou apenas de um simples blá blá blá a serviço de nossas frustrações ou de pessoas com interesses contrários a humanidade!







A OUTRA HISTÓRIA FRANCESA



14/01/2015
Lliberdade de ser diferente! Lliberdade de ser diferente!

No ano de 1998 tive o prazer de ser apresentado a uma obra cinematográfica de grande valia na vida acadêmica: o filme A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA. A produção retrata a vida de um ex-membro de grupo racista que se arrepende de suas aberrações ideológicas.

Durante a narrativa, o irmão mais velho tenta mostrar ao mais novo todas as atrocidades praticadas pelos racistas que se disseminavam nos EUA, àquela época, para mostrar-lhe que outra história poderia ser contada.

A citação supracitada guarda relação com os atentados ocorridos na França, recentemente, haja vista que a mídia insiste em colocar apenas a versão francesa da História. Não se trata de defender ou concordar com o terrorismo, considerando-se que o atentado à vida é ato condenável em qualquer circunstância.

Entretanto, mister salientar que, no país da LIBERDADE, IGULADADE E FRATERNIDADE, dez por cento da população são muçulmanos e não concordam com o modo de ser dos franceses. Preservam seus costumes, seus credos, enfim, sua cultura.
Na verdade, no país, que agora se coloca como única vítima, impera a xenofobia que se transmuta em discriminação, isolamento e mortes de muitos muçulmanos, como ocorreu bem próximo à data do referido ataque, quando 40 muçulmanos foram mortos em locais de seus próprios cultos ali na França. E essas notícias, os veículos de comunicação e as redes sociais não apresentam com a mesma veemência que trata os atentados aos jornalistas franceses.

Nesse contexto de perdas irreparáveis para todos os envolvidos nesse trágico episódio, observa-se que não só publicações perigosas, para as quais a justiça francesa não lançou um olhar mais criterioso, evitando tantas mortes futuras, bem como respostas passionais veiculadas pela mídia, com a qual compactua grande parte da sociedade, nutrem um grave argumento bem escondido pela própria história, mas que agora ressurge mais vivo que nunca: a intolerância com o outro, com o diferente!

Há muito, não só as células do terrorismo se espalham de forma espantosa pelo mundo! As células do fascismo e do racismo, que já se reinventam na Europa, também vêm ganhando corpo e, agora, encontram um motivo para justificar seu crescimento, qual seja a chancela da imprensa mundial e grande parte da sociedade que por ela tem se deixado influenciar frente à necessidade de resposta aos atentados na França.

Um olhar mais atento indica que os ataques ocorridos na França já se configuram numa resposta contra o modelo de dominação imposto pelos EUA e grande parte dos países desenvolvidos da Europa que, em 2001, cumulou com o atentado de 11 de setembro às TORRES GÊMEAS, cujas consequências ainda hoje atingem toda a humanidade.

E agora, o terrorismo somente uma afronta? Ou uma resposta? Nossa atitude deve ser um olhar para dentro de nós, evitando as intolerâncias com aquilo que se mostra diferente.
No disfarce que a globalização traz intrinsecamente, vejamos o lado positivo: um convite a conhecer o outro com suas diferenças. Não importa qual cultura ou credo, seja islamismo, cristianismo ou quaisquer outros.

Vale lembrar aqui uma reflexão séria e justa sobre as imagens de heróis que se estão construindo e que modelos de civilizações estão sendo gritados aos quatro cantos do mundo como liberatórias, como igualitárias ou até fraternas. Povos que não conseguem lidar com outras culturas que os elegem justamente por causa dos “ideais outrora salvadores”.

Nesse diapasão de angústias, enquanto a VIDA, esta a mais importante constante axiológica, não for erigida como pilar central de uma nação realmente civilizada, pontua-se a máxima construída pelo paladino brasileiro Leonardo Boff “Je ne suis par Charlie”.

George Mágno






NÃO PRECISAMOS DE CAPRILES NEM LOPEZ!



18/12/2014
NO MÁS! NO MÁS!

NÃO PRECISAMOS DE CAPRILES NEM LOPEZ!
Muitas mortes ocorreram, guerras foram travadas até que a palavra DEMOCARCIA fosse introduzida no texto constitucional como garantia de um povo soberano.
Entretanto, observa-se na atualidade um discurso de desconstrução espalhado pelas redes sociais e mídia televisiva em proporções nunca vista até então! Um plano arquitetado no sentido de demonizar um governo eleito pela vontade popular, desrespeitando todo o ordenamento jurídico aplicável ao processo eleitoral justificado pela Carta Magna e legislações ordinárias e complementares.
Verifica-se uma obsessão, em alguns segmentos da sociedade, inconformados com a derrota nas últimas eleições, em torcer contra o Brasil! Na verdade, estes ainda não desceram do palanque político, ora porque suas vaidades os tornaram cegos, ora porque algum interesse pessoal foi ferido ou por pura ausência de uma cidadania autêntica!
Analisando esse conglomerado de situações postas pelos Capriles e Lopez da vida, constata-se uma incapacidade de apontar alternativas para solucionar os problemas existentes nos mais diversos setores, especialmente, sociais, políticos e econômicos. Há, por conseguinte, uma tentativa vã no sentido de nos convencer que o país se inclina pelo caminho nebuloso de uma ditadura militar nos moldes de países como Bolívia e Venezuela.
Existe aí uma dose de ironia nessas falas, haja vista que o discurso da oposição desses países passa pela instauração de um sistema de terror político para ludibriar o povo, na mesma linha deste que se apresenta hoje em nosso país por setores de uma direita extremamente conservadora, incapaz de aceitar a derrota pelo seu modo de conceber o Brasil. Ou seja, por uma modelo de gestão ultrapassada!
O terrorismo politico instalado por esses que se opõem à vontade popular, legitimada pelo voto é um eco preocupante, uma vez que o discurso do ódio é o único grito que sustenta os argumentos dos Capriles e López.
A história revela que, em períodos de efervescências como este, o golpe militar muitas vezes aparece como resposta à situação apresentada. Para aqueles que se distanciam dos interesses populares, cumpre ressaltar que amanhã ou depois poderão estar legitimando um golpe militar e- acreditem- tentando convencer a sociedade de que aquela era a última opção, para justificar seus fracassos pessoais ou ainda os de ordem coletiva, a partir do momento em que se apresentam como paladinos de um país melhor.
Alargando o conceito de democracia, e porque não voltando a sua origem, para apresentá-la como um caminho a ser seguido, mister lembrarmos a necessidade de desenvolvimento da condição humana no intuito de ampliarmos nossas visões, reconhecermos nossas fraquezas e limitações no plano individual e, para aqueles que trazem em si o espírito de cidadania, inspirado no bem estar da coletividade, façamos críticas, porém apontemos soluções concretas e estejamos sempre do lado do bem da história.






Porque Contra o Método!



28/11/2014
motivo inspirador da coluna motivo inspirador da coluna

CONTRA O MÉTODO

A partir de hoje aceitei o desafio de poder explanar toda a minha inquietação sobre o conhecimento, algo típico de quem se formou em Direito e transitou no curso de Ciências Sociais, tendo ainda o prazer de ser aluno de grandes e verdadeiros mestres da valia do professor Benedito Carlos Araújo, Doutor em Sociologia e expressão epistemológica na Universidade Federal do Piauí.

Começarei então por explicar o nome da coluna CONTRA O MÉTODO. Nas aulas iniciais do Curso de Ciências Sociais fui aluno do professor Benedito Araújo na disciplina Teoria Sociológica, sendo obrigado, na época, por ele a ter que ler autores como Popper (Conhecimento Objetivo), Thomas Kuhn (A Estrutura das Revoluções Científicas), Chalmers (O que é Ciência Afinal), Morin (Ciência com Consciência), dentre outros espetaculares homens do saber!

Tive três meses de muito sofrimento porque o agora amigo queria que no final da disciplina explanasse uma aula sobre todos os gigantes gênios do saber acima descritos! Essa foi minha condenação inicial que recebi por ser “CONTRA O MÉTODO” do então ministrante da disciplina e ter me recusado a me enquadrar em grupos distribuídos pelo nobre educador!

Nunca sofri tanta na minha vida! Mas o que se apresentou como uma leitura chata tornou-se, a posteriori, uma das maiores viagens ao conhecimento que um sonhador aluno universitário poderia realizar! Na verdade só depois fui descobrir que aquela pena inicial dada a mim era uma grande lição de vida e autoconhecimento propiciada por aquele que estava preocupado como minha inquietação acadêmica!

Li todas as obras e até que me sai bem na hora de explanar sobre os mesmos, embora a minha imaturidade científica dificultasse transmitir aos colegas toda a beleza literária apresentada a mim naquele momento. Gostei na verdade de tudo, desse novo mundo que começava ali a conhecer, o verdadeiro conhecimento! Entretanto, a identificação de logo foi com Paul Feyerabend, autor do livro CONTRA O MÉTODO! Penso que talvez pelo nome sugestivo “CONTRA”, algo normal de um aluno inquieto e de formação religiosa, que estava no final do curso de Direito e começando o de Ciências Sociais!

Fazendo um breve resumo da imensa obra de Feyerabend, este pregava que a Ciência não pode ser escrava de um método único! Grandes pensadores e contribuintes para a humanidade foram formados fora do ciclo fechado da academia, justamente porque estavam fora daquela fórmula antidemocrática de se produzir conhecimento! Einstein, por exemplo!

Devido a isso o revolucionário escritor( Feyerabend) pugnava pela anarquia no conhecimento. Assim é que foi orientador de Popper, mas o rotulava como racionalista, embora reconhecesse a contribuição daquele com sua interessante tese sobre o falsificacionismo (tema que iremos tentar elucidar para os nossos leitores).

Hoje na velhice precoce dos meus quarenta anos continuo com aquela ideia do velho e bom Feyrerabend, de questionar tudo aquilo que nos se apresenta pronto! E é esse pensamento que iremos aqui defender quando o assunto for de que maneira por meio do conhecimento, possamos ser agentes transformadores da nossa sociedade!

Agradeço ao amigo proprietário do portal a oportunidade e finalizo por aqui citando um dos nossos mestres inquietos do saber Tom Zé: “Prefiro ser sempre um andróide com defeito de fabricação”






SEJAM BEM VINDOS à coluna do Dr. George Mágno!



27/11/2014

Esta coluna tem como autor o advogado George Mágno, renomado profissional na área jurídica de Piripiri e região, sendo o primeiro presidente da subseção da OAB - Regional Piripiri. Esta coluna abordará não somente assuntos jurídicos, mas outros que forem de interesse da sociedade.





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