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Guilherme
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Pesquisa Científica em Saúde cresce no Piauí

Grupos científicos desenvolvem pesquisas e estudos em diversas áreas, principalmente na saúde. O grupo LAPNEX é um dos maiores do Estado

01/08/2012
Laboratório de Pesquisa em Neuroquímica Experimental Laboratório de Pesquisa em Neuroquímica Experimental

O Estado do Piauí nos últimos anos vem avançando na pesquisa científica em várias áreas do conhecimento. Muitos grupos de pesquisas em Universidades públicas e privadas estão se fortalecendo com novas descobertas e parcerias interestaduais e até internacionais.

Uma área que cresce bastante é a neurociência dentro das ciências farmacêuticas. Na Universidade Federal do Piauí o Grupo de Pesquisa em Neuroquímica Experimental – LAPNEX desenvolve estudos e pesquisas prospectivas de alto nível na área das ciências farmacêuticas e tecnologia e suas relações com setores produtivos da indústria farmacêutica, bem como realiza atividades de avaliação de estratégias e de impactos econômicos e sociais das políticas, programas e projetos científicos e tecnológicos na área das Ciências farmacêuticas. O grupo também pretende difundir informações, experiências, projetos à sociedade e contribui para a interlocução, articulação e interação dos setores das ciências farmacêuticas, tecnologia e produtivo. A missão do grupo é gerar e disseminar conhecimento, a partir de pesquisas em farmacologia e toxicologia pré-clínica, tecnologia farmacêutica e da produção e controle de qualidade de medicamentos e cosméticos, capazes de superar as fragilidades e lacunas no estudo de plantas medicinais, insumos farmacêuticos e dos processos da indústria farmacêutica, viabilizando os resultados científicos encontrados em resultados potencialmente econômicos com impacto regional, social, econômico e técnico.
Como alternativas para produção de novos fármacos, modificações estruturais podem ser propostas, em um processo de biotransformação de compostos orgânicos para a obtenção de grande diversidade de moléculas, havendo, assim, um aumento da perspectiva de novos fitomedicamentos para o tratamento clínico de diversas doenças neurodegenerativas que acometem a saúde humana e/ou animal, o grupo estuda e pesquisa substâncias com ação contra os transtornos e distúrbios neurológicos, como ansiedade, epilepsia, Alzheimer, Parkinson, entre outras.

O LAPNEX é composto por mais de 40 pesquisadores (alunos de graduação, mestrado e doutorado) de diversos cursos como Biomedicina, Farmácia, Química, Enfermagem, Biologia, Medicina e Fisioterapia, liderados pelo Professor Dr. Rivelilson Mendes de Freitas (Lattes: lattes.cnpq.br/0426611082211389

Se desejar conhecer mais sobre o LAPNEX acesse: www.ufpi.br/lapnex e www.facebook.com/lapnex.ufpi

Guilherme Lopes





Antibióticos conseguem tratar a apendicite evitando cirurgia, diz pesquisa

“O papel do tratamento em casos agudos com antibióticos não deve ser esquecido”, disseram os cientistas no British Medical Journal.

11/04/2012

Pacientes com apendicite geralmente se submetem a uma cirurgia para a remoção do apêndice, mas em alguns casos, pode ser seguro usar apenas antibióticos como tratamento, sugere estudo.

Na pesquisa, os pacientes tratados com antibióticos estavam sem risco de terem seu apêndice rompido em comparação com pacientes não tratados. Também houve redução de 31% na probabilidade de sofrerem com complicações, como infecção em fissuras e feridas no órgão, comentaram os responsáveis pelo estudo.

“O papel do tratamento em casos agudos com antibióticos não deve ser esquecido”, disseram os cientistas no British Medical Journal. “O uso de antibióticos nesses casos, juntamente com a reavaliação dos pacientes pode diminuir a taxa de realizações de apendicectomias”, ressaltaram.

No entanto, pacientes com o apêndice estourado ou com grande inchaço na cavidade abdominal, é indicado a cirurgia como tratamento mais adequado.

Outros especialistas argumentaram que não realizar a cirurgia acarreta em grandes desvantagens e são necessárias mais provas antes de administrarem antibióticos para pessoas com complicações no apêndice.



A cirurgia para remoção do apêndice, chamada de apendicectomia, tem sido o pilar do tratamento da apendicite aguda desde 1889. A suposição geral é que, sem a cirurgia, o risco de complicações, tais como perfuração ou infecção, é elevado.

O estudo, da Universidade de Nottingham, Inglaterra, analisou os resultados de quatro pesquisas envolvendo 900 pacientes adultos com diagnóstico de apendicite aguda não complicada, em que os pacientes foram aleatoriamente escolhidos entre cirurgia e tratamento com antibióticos. Em um total de 470 pessoas receberam os medicamentos.

O Dr. Olaf Bakker, um dos chefes da pesquisa do Centro Médico Universitário de Utrecht, Holanda, comentou que 20% dos pacientes tratados com antibióticos tiveram apendicite recorrente.
Fonte: Jornal Ciência





Vacina contra o HIV demonstra eficácia em voluntários humanos

Resultados iniciais mostram que o sistema imune dos participantes foi mais eficaz em atacar e suprimir o vírus após a vacinação

17/02/2012

Cientistas do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica, testaram uma nova "vacina terapêutica" contra o HIV em voluntários humanos.

Os resultados primários, publicados na revista AIDS, mostram que o sistema imunológico dos participantes foi mais eficaz em atacar e suprimir o vírus após a vacinação, no entanto, eles ainda não puderam curar a doença.

Para desenvolver a nova vacina, os pesquisadores filtraram certos glóbulos brancos do sangue dos voluntários, acrescentaram alguns componentes imunes neles fora do corpo e, em seguida, os injetaram de volta nos participantes.

A ciência médica pode controlar uma infecção por HIV muito bem, com um coquetel de remédios. Pessoas soropositivas, hoje em dia, podem levar uma vida razoavelmente normal, mas o vírus não é eliminado completamente do organismo. Quando eles param o tratamento, a doença retorna imediatamente.

Os cientistas sabem qual é o problema. As células CD8 no sangue não obtém apoio suficiente das células dendríticas, responsáveis por mostrar para as células imunes o que atacar.

As células dendríticas exibem no seu exterior partes típicas do vírus a ser atacado. Mas as células humanas não são boas em conseguir a informação correta sobre o vírus do HIV para transformá-lo em bons exemplos para as células CD8.

Virologistas e médicos do Instituto de Medicina Tropical têm trabalhado durante anos para resolver esse problema. Agora, eles conseguiram adicionar nas células dendríticas de voluntários soropositivos em laboratório informação genética para permitir a construção de proteínas do HIV. Essas proteínas permitem que as células dendríticas executem as instruções e exibam a parte resultante típica do vírus HIV na sua superfície.

Pesquisas em tubos de ensaio demonstraram que as células dendríticas 'carregado' foram capazes de ativar as células CD8 de batalha.

A equipe testou a nova vacina terapêutica em seis pessoas soropositivas que há muito tempo já utilizam os coquetéis de drogas.

Os cientistas filtraram as células dendríticas a partir de um grande volume de sangue, as cultivaram em tubos de ensaio em laboratório e adicionaram as instruções genéticas de um vírus HIV. Eles, então, congelaram as células carregadas.

Os voluntários receberam em quatro vezes, com intervalos de quatro semanas, uma pequena quantidade de suas próprias células dendríticas retrabalhadas.

Os resultados mostraram que após cada vacinação, as células CD8 no organismo reconheceram melhor o vírus, enquanto a vacinação não causou teve efeitos colaterais significativos.

Segundo os pesquisadores, o mais importante foi que as células de batalha ativadas pela vacina foram mais eficazes na supressão do vírus. No entanto, o HIV continua a se disfarçar, e ainda consegue mudar suas proteínas de forma rápido para permitir que pelo menos alguns vírus escapem do ataque.

Em função dessa habilidade do vírus, os pesquisadores afirmam que ainda é impossível curar a ADIS, mas os resultados são encorajadores. A vacina, feita de células dendríticas dos próprios participantes, é segura e tem efeito terapêutico, mesmo que limitado.

Fonte: Isaude.net





28/01/2012

O Piauí é o primeiro estado brasileiro a dar início ao Inquérito Nacional sobre Esquistossomose e Geo-helmintoses. Os trabalhos são uma orientação do Ministério da Saúde (MS) e deverão ser realizados em todo o país, a partir dos comandos das secretarias de estado da Saúde e da Educação. No Piauí, a realização do inquérito fica a cargo da Sesapi e da Seduc, já que o público-alvo da pesquisa são estudantes de sete a 14 anos de idade, de 19 municípios piauienses, selecionados aleatoriamente pelo MS.

O trabalho consiste em visitar escolas selecionadas pelo setor de estatística da Seduc, nas cidades previamente escolhidas pelo Ministério da Saúde. Na escola, a distribuição de coletores de fezes em turmas pré-selecionadas com faixa etária de sete a 14 anos. Feita a coleta, a equipe inicia os exames das amostras, encaminhando, posteriormente, os resultados que derem positivos para S. mansoni (agente causador da Esquistossomose) e geo-helmintos para serem tratados pela secretaria municipal de Saúde de cada cidade.

Mauro Barbosa, supervisor da Sesapi e coordenador do Inquérito no Piauí, informa que, no momento, conforme orientações da coordenação nacional, os trabalhos foram iniciados por Teresina. “Realizamos da última semana de novembro à primeira quinzena de dezembro de 2011, 182 exames, distribuídos por 15 turmas de oito escolas na cidade de Teresina. A conclusão, na capital, está prevista para meados do mês de março”, destaca.

Ainda de acordo com Mauro, o principal benefício do Inquérito é a realização de um estudo que permitirá o conhecimento sobre as reais prevalências da Esquistossomose mansoni, da trichiuríase, da ancilostomíase e da ascaridíase em crianças com idade escolar. “Será possível, ainda, direcionar ações de vigilância epidemiológica, malacológica (caramujos envolvidos na transmissão da Esquistossomose) no Estado do Piauí, bem como o tratamento de portadores de Esquistossomose e das Geo-helmintoses detectados no Inquérito”, ressalta.

Os municípios piauienses escolhidos para o Inquérito são Ilha Grande, Luís Correia, Batalha, São João do Arraial, Piracuruca, Altos, Miguel Alves, Lagoinha do Piauí, Teresina, São Miguel do Tapuio, Inhuma, São Félix do Piauí, Bocaina, Picos, Wall Ferraz, Floriano, Jerumenha, Pio IX e Paulistana. A conclusão dos trabalhos está prevista para o mês de dezembro deste ano, antes do prazo final estipulado pelo Ministério da Saúde, o ano de 2013.

A Esquistossomose e as Geo-helmintoses

A Esquistossomose mansoni é uma doença parasitária causada pelo trematódeo digenético Schistosoma mansoni, que tem o homem como principal hospedeiro. Trata-se de uma doença de veiculação hídrica, em que se faz necessária a presença do hospedeiro intermediário, caracterizado por caramujos do gênero Biomphalaria. A doença tem ampla distribuição geográfica, atingindo alguns países da América do Sul, inclusive o Brasil, onde vários estados são endêmicos.

As manifestações clínicas da Esquistossomose apresentam diversas formas, entretanto, suas características patogênicas envolvem alterações intestinais, hepáticas e esplênicas, onde a hepatoesplenomegalia torna-se um achado significativo. Tais manifestações podem evoluir para quadros mais graves e apresentar altos índices de morbidade e mortalidade, principalmente em indivíduos em fase produtiva.

As geo-helmintoses são parasitemias causadas por nematódeos que desenvolvem parte dos seus ciclos no ambiente e cuja transmissão depende da contaminação fecal do solo e de recursos hídricos. Neste grupo, destacam-se o Ascaris lumbricoides, Ancilostomídeos (Necator americanus e Ancylostoma duodenale) e o Trichuris trichiura.

As condições adequadas de temperatura e umidade, associadas à falta de saneamento básico, às condições precárias de higiene, ao tratamento inadequado da água e à educação sanitária insuficiente, constituem os fatores que favorecem a infecção e a alta carga parasitária que estes agentes promovem na população, principalmente em crianças e jovens advindos de famílias de baixo poder aquisitivo.

No Brasil, a doença é detectada em todas as regiõe. As áreas endêmicas e focais compreendem os Estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Espírito Santo e Minas Gerais, com predominância no Norte e Nordeste. No Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e no Distrito Federal, a transmissão é focal, não atingindo grandes áreas.

Fonte: SESAPI





Tecnologia brasileira inova na abordagem terapêutica do Mal de Parkinson

Ufba, empresa Brunian e Fapesb viabilizam o Multideglutógrafo e o ParkiGlove; registro de patente dos aparelhos já foi solicitado

28/12/2011
Multideglutógrafo: Aparelho para avaliar deglutição do paciente Multideglutógrafo: Aparelho para avaliar deglutição do paciente

A parceria entre a Universidade Federal da Bahia (Ufba), uma empresa privada e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) possibilitou a construção do Multideglutógrafo (MDG) e do ParkiGlove (PG), dois produtos cuja função pode contribuir para o avanço na compreensão e tratamento do Mal de Parkinson (MP). Os dois pedidos de registro de patentes estão em curso.

De acordo com os pesquisadores, o Multideglutógrafo (MDG) traz possibilidades animadoras de diagnósticos e até de tratamento num futuro próximo na questão da deglutição dos parkinsonianos - a chamada aspiração traqueal de saliva e alimento. O MDG é um equipamento que visa à produção de dados e outras informações importantes diretamente relacionados a diversos aspectos das alterações no processo de deglutição e respiração do paciente. Todos esses resultados são demonstrados por meio de gráficos e números, a partir de um software, e são exibidos em uma tela de computador. O Multideglutógrafo está em fase de testes.

A também pesquisadora da Dinep, Ana Caline Nóbrega (fonoaudióloga e professora do PPMgS que está orientando estudos experimentais a partir de um protótipo do MDG), lembra que o primeiro grande desafio é reduzir e até evitar essas mortes decorrentes das infecções respiratórias. Para ela, a questão crucial que se coloca para os pesquisadores da Dinep diz respeito ao diagnóstico e tratamento das complicações na deglutição desses pacientes, a chamada " aspiração silenciosa" .

" O MDG é uma grande promessa. Ainda estamos em uma etapa inicial e os experimentos são bem animadores. Ele não vem substituir o que já existe no campo do diagnóstico dessas complicações. Além de não usar radiação e não ser invasivo, o equipamento pode ser uma ferramenta fundamental na identificação de indivíduos portadores de MP com alteração na deglutição" , exemplifica Ana Caline.

A anamnese (as entrevistas cara a cara entre o médico e o paciente) e o exame instrumental através da videofluorocopia - considerado padrão ouro pelos pesquisadores - estão entre os principais modos de investigação de problemas na deglutição dos parkinsonianos. No primeiro há a possiblidade grande de imprecisão ou subjetivismo, a partir da verbalização do paciente; já o segundo, além de invasivo e desconfortável, oferece dados objetivos a partir da visualização de imagem em tempo real (tipo radiografia, mas só que em movimento). Entretanto, o aparelho de videofluroscopia é caro, a instalação exige uma sala ampla e específica e pessoal especializado para operá-lo.

Do ponto de vista do raciocínio clínico no campo da fonoaudiologia, por exemplo, o MDG oferece quatro importantes parâmetros quantitativos: a duração da deglutição (fase oral e faringe); a coordenação entre a respiração e a deglutição; capta os sons da deglutição e os transformam em sinais gráficos para posterior análise; e o movimento da laringe (na deglutição, o órgão faz movimentos para cima e para baixo). São referenciais, portanto, revolucionários que inauguram um novo cenário no campo da compreensão da doença e consequentemente no enfrentamento dos óbitos.

Um dos idealizadores do promissor equipamento, o engenheiro mecatrônico, e recentemente graduado em Medicina, Daniel Almeida, explica entusiasmado: " A vantagem do MDG, diferentemente da videofluorocopia, é que é um equipamento de custo baixo, eficaz, portátil (vai ao paciente acamado) e é preciso na avaliação dos parâmetros funcionais do processo de deglutição/aspiração dos doentes de Parkinson" . Almeida ressalta que o artefato está passando por aperfeiçoamentos e adequações para que qualquer profissional da área de saúde, devidamente treinado, possa manipular o equipamento.
Fonte: Isaúde

Anticorpos produzidos em células musculares de camundongos neutralizam vírus HIV

Pesquisa publicada na revista Nature é apontada por professores da UnB como promessa para vencer a doença nos próximos 10 anos

07/12/2011

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, conseguiram neutralizar a ação do HIV a partir de anticorpos produzidos nas células musculares de camundongos. O estudo, divulgado recentemente pela revista Nature, lança luzes sobre a cura da doença e aponta caminhos para pesquisadores do mundo todo, inclusive da Universidade de Brasília, que desenvolvem estudos semelhantes.

" O que eles conseguiram foi levar para dentro das células musculares do animal o DNA que faz produzir o anticorpo. Esse anticorpo entra na corrente sanguínea e acaba neutralizando o vírus" , explica o professor de Biologia Molecular Marcelo Brígido. No corpo humano, o vírus não atinge os músculos. " O potencial da descoberta é grande" , afirma Tainá Alencar, doutora em Biologia Genética e professora da especialidade na Universidade de Brasília.


Agora a equipe de pesquisadores precisa aprimorar esse processo para eliminar completamente o vírus em camundongos. O passo seguinte é testar o procedimento em humanos. " Eu acredito que nos próximos dez anos conseguiremos uma terapia definitiva para debelar a AIDS" , acredita Marcelo Brígido.

O professor lidera grupo de pesquisa da UnB que desenvolve anticorpos neutralizantes de HIV. " Em nosso laboratório também tentamos neutralizar o vírus e impedir que ele infecte uma célula" , contou o professor, que integra o Instituto de Investigação em Imunologia, um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) criado em 2002 com participação de pesquisadores de todo o país. " Já temos diversos estudos na área, mas para a aplicação das pesquisas ainda estamos no início" , pondera.


Vacina

A bióloga Tainá Alencar afirma que o desenvolvimento de novas técnicas tem sido crucial para garantir o avanço das pesquisas. " As técnicas clássicas não têm se mostrado eficazes" . Ela explica que o HIV é um vírus bastante mutável e com uma variabilidade genética muito grande. " Essa é a grande dificuldade de encontrar uma cura. Os anticorpos das vacinas são muito específicos e não conseguem reconhecer todos os vírus porque eles são muito diferentes entre si" , esclarece. Segundo Marcelo Brígido, as pesquisas buscam uma vacina que seja ao mesmo tempo preventiva (para aqueles que ainda não são portadores) e curativa (para aqueles que já contraíram o HIV).

No Brasil, o primeiro diagnóstico de AIDS é de 1982, mesmo ano em que se convencionou que os principais fatores de transmissão são o contato sexual, o uso de drogas e a exposição ao sangue e seus derivados.

Com o objetivo de incentivar jovens entre 15 e 30 anos a usarem preservativos em suas relações sexuais, alunos da Faculdade de Comunicação expõem cartazes lembrando os 30 anos da AIDS. Coordenada pela professora Christina Maria Pedrazza, a mostra vai até o próximo dia 9 no subsolo da Biblioteca Central.
Fonte: Isaúde

10/11/2011
http://www.comunicacao.ba.gov.br/fotos/2010/07/27/laboratorio-de-pesqu http://www.comunicacao.ba.gov.br/fotos/2010/07/27/laboratorio-de-pesqu

O Vaticano reuniu nesta quarta-feira cientistas que trabalham em pesquisas com células-tronco adultas, aplicadas em terapias promissoras e que ofereçam garantias de “respeito à vida” – uma forma também de expressar o desejo de colaborar com a ciência, no front da saúde.

No total, 350 especialistas, personalidades políticas, bispos e embaixadores, participaram de três dias de reuniões dedicadas a esse assunto mal conhecido pelo grande público e que aparece como uma alternativa ao recurso às células embrionárias.

Em maio de 2010, a Santa Sé havia assinado com a empresa biofarmacêutica americana NeoStem um acordo sobre o uso de células-tronco adultas, o que valeu um repasse de US$ 1 milhão, num primeiro acordo contratual jamais assinado pelo Vaticano com uma sociedade comercial.

Para a Igreja, a pesquisa tem a imensa vantagem de não interferir na vida desde a concepção, ao contrário das células retiradas dos embriões, consideradas promissoras por numerosos cientistas, mas que acarretam a destruição desses embriões.

As células estaminais adultas que ficam, por exemplo, na medula espinhal, no sangue ou no fígado, podem se transformar para formar tecidos com usos terapêuticos múltiplos: podem curar doenças como a esclerose em placas ou as leucemias.

Segundo o presidente da fundação americana Stem for Life, Max Gomez, a pesquisa pôs em evidência uma perpectiva particularmente promissora: tratadas especialmente, essas células podem não apenas regenerar os tecidos de onde provêm, mas também adaptar-se a outros tecidos. Essas terapias em pleno desenvolvimento abrem novas esperanças, principalmente para as pessoas com doenças cardíacas e a diabetes.

Segundo Gomez, 3.5 mil tratamentos estão sendo realizados no mundo. No total, 160 empresas, a maioria delas americanas, trabalham nesses programas como parte de um mercado que deverá representar US$ 88 bilhões em 2014, de acordo com a Fundação.

Monsenhor Ignacio Carrasco de Paula, presidente da Academia pontifical para a Vida, considerou que a própria realização do colóquio põe por terra a ideia segundo a qual a Igreja “estaria em briga” com a ciência, “permanecendo fechada como no século XVIII”, numa atitude hostil.

Em pesquisa médica, a Igreja sabe que não existe “alternativa” à experimentação no homem, destacou o prelado, mas o que vale é que o homem não deve jamais ser “objeto” mas “sujeito”. “Os atores são dois, médico e paciente”, disse o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho pontifical da Culture, que organizou o encontro.

“Nosso corpo tem a capacidade de curar o que está doente, sem destruir nenhum embrião”, afirmou Tommy Thompson, ex-secretário americano da Saúde, de 2001 a 2005. Segundo ele, o presidente Barack Obama deve criar uma comissão em nível presidencial para ampliar a colaboração com o setor privado, principalmente para desenvolver as terapias a partir das células-tronco adultas.

Enquanto a população envelhece, os tratamentos longos a que se submetem milhões de enfermos, entre eles os diabéticos, agravam os orçamentos dos Estados, quando poderiam ser curados logo, segundo Tommy Thompson. Um possível acordo “bipartidário” (republicanos/democratas) sobre o assunto começa a tomar forma, disse.

Heather Abrams, jovem americana que tinha um linfoma de Hodgkin e foi submetida a um transplante, in extremis, aos 6 anos no ano 2000, contou que o tratamento com células-tronco adultas a obrigaram a ficar um mês de cama, mas permitiu a ela uma “ressurreição”.
Fonte: Portal do Biomédico

Erros de profissionais de saúde fazem crescer infecções hospitalares no PI

Erros de profissionais de saúde são os principais fatores que levam a um quadro de infecções hospitalares.

04/11/2011
(Foto Reprodução/TV Meio Norte) (Foto Reprodução/TV Meio Norte)

O número de casos de infecções hospitalares vem aumentando nos últimos anos no Piauí. Segundo especialistas, a má qualidade na formação dos profissionais de saúde no estado é um dos principais fatores que levaram a esse quadro.

No início de outubro, cinco bebês morreram na Maternidade Dona Evangelina Rosa em decorrência de uma superbactéria.

Infecções hospitalares podem ser ainda mais graves quando atingem pacientes com baixa imunidade, como os récem-nascidos. Por causa disso, é importante o cuidado no manuseio de equipamentos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) neo-natais.

Para tentar discutir aspectos que afetam a qualidade na rotina produtiva dos profissionais de saúde, Teresina sediará o 1° Congresso de Controle de Infecções. Eles serão atualizados sobre técnicas que combatem os erros que levam a quadros de infecções nos hospitais.

Ainda de acordo com especialistas, existem hospitais em Teresina que não possuem centros de controle de infecções, obrigatórios por lei.
Fonte: Portal Meio Norte

02/11/2011
A bactéria <i>Micavibrio aeruginosavorus</i> (amarelo) A bactéria Micavibrio aeruginosavorus (amarelo)

Basicamente, a bactéria equivale a um vampiro, gastando seu tempo caçando outras bactérias e sugando todos seus nutrientes. Isso poderia modificar radicalmente o uso de antibióticos e parar o surgimento de “superbactérias”.

A bactéria em questão é chamada de Micavibrio aeruginosavorus. Os cientistas sabem da sua existência há mais de 30 anos, mas foi provado que ela é extremamente difícil de se estudar usando técnicas tradicionais.

Pesquisadores da Universidade da Virginia acabaram de decodificar seu genoma e entenderam como ela funciona, e os achados são intrigantes.

A Micavibrio aeruginosavorus sobrevive procurando outras espécies de bactérias. Então, por si só, liga-se na parede celular e começa a sugar os nutrientes da vítima. Isso não é comum para uma bactéria, já que a maioria simplesmente colhe seus nutrientes do meio ambiente. Qualquer que seja a razão, isso não é uma opção para essa bactéria, que depende de encontar e destruir outras bactérias para sobreviver.

Você pode vê-la em ação na foto acima – bactéria amarela se alimentando da Pseudomonas aeruginosa, em roxo.
Uma de suas vítimas preferidas é uma inimiga do ser humano, a Pseudomonas aeruginosa, que causa sérias infecções pulmonares em pacientes com fibrose cística. Ainda é cedo, mas os pesquisadores dizem que seria possível usar a Micavibrio aeruginosavorus contra esse patógeno mortal, injetando-a próximo à infecção e permitindo-a caçar e destruir a bactéria infecciosa.

Foi provado que a bactéria pode se tornar uma atraente alternativa aos antibióticos comuns, já que aparentemente não seria possível causar resistência às bactérias, como acontece hoje em dia.

Claro que a bactéria não está pronta para ser introduzida no corpo humano. Será necessária significante engenharia genética para deixá-la no ponto de poder caçar as bactérias desejadas e não atacar as outras. Mas esse é um enorme avanço, e o fato de se ter seu genoma mapeado é um encorajante começo.
Fonte: Biomedicina Padrão

Cientistas usam bactéria do intestino em 'chip biológico'

Técnica pode pavimentar caminho para a construção de microssensores capazes de monitorar a saúde e a poluição atmosférica

18/10/2011
Os cientistas da Inglaterra usaram a <i>E. Coli</i> Os cientistas da Inglaterra usaram a E. Coli

Cientistas britânicos conseguiram construir os componentes básicos de um computador a partir de bactérias encontradas em seres humanos. Outras pesquisas já haviam mostrado que era possível construir um 'chip biológico', mas é a primeira vez que pesquisadores conseguem fazê-lo se comportar de maneira muito semelhante ao equivalente eletrônico. A pesquisa poderá pavimentar o caminho para uma nova geração de computadores biológicos que podem ajudar a monitorar a saúde e o ambiente. O estudo foi publicado no periódico Nature Communications.

Os especialistas da Imperial College London, na Inglaterra, demonstraram que é possível construir circuitos lógicos — usados para processar informações nos microprocessadores, por exemplo — a partir da Escherichia coli (E. coli), uma bactéria encontrada no intestino humano.

Biocomputador - A equipe de cientistas alterou o material genético da bactéria para que ela alternasse, quando estimulada quimicamente, entre estados equivalentes aos dos circuitos lógicos tradicionais: 'ligado' e 'desligado'. É assim que a maioria dos computadores processa informação digital. Contudo, em vez de bactérias e estímulos químicos, os engenheiros usam placas de silício e eletricidade.

"Agora que demonstramos que é possível replicar o sistema usando bactérias e DNA, esperamos que nosso trabalho possa levar a uma nova geração de processadores biológicos", disse Richard Kitney, coautor do artigo. Em tese, os novos circuitos podem ser tão eficientes quanto os equivalentes eletrônicos.

Aplicações - O resultado obtido ainda está longe de chegar ao mercado, mas a equipe já sugere aplicações para computadores biológicos microscópicos. Entre os exemplos citados, estão sensores capazes de navegar pelas artérias, detectar a formação de um coágulo e rapidamente medicar a região afetada. Outras aplicações incluem sensores que detectam e destroem células cancerígenas ou monitores de poluição que podem ser lançados ao ambiente, detectando e neutralizando substâncias perigosas, como o arsênio.

Os especialistas também mostraram que os circuitos biológicos podem ser conectados entre si, formando componentes ainda mais elaborados. A próxima fase da pesquisa cuidará do desenvolvimento desses circuitos conectados, para permitir a realização de tarefas mais complexas.
Fonte: Revista Veja

Brasil na capa da revista "Nature Medicine"

Na revista, são destacados alguns dos pontos fortes das pesquisas biomédicas brasileiras e muitos dos desafios que vêm pela frente.

13/10/2011
Capa da Nature Medicine Capa da Nature Medicine

O Brasil pode ser bem conhecido por suas belas praias, carnaval e jogadores de futebol – mas pesquisas sobre doenças e suas terapêuticas estão começando a colocar nosso país no mapa científico. O número de publicações biomédicas com pelo menos um autor brasileiro quase que triplicou na última década, de aproximadamente 4.500 artigos em 2000 para quase 13.000 no ano passado, de acordo com dados da USP reunidos pela Nature Medicine.
Na revista, são destacados alguns dos pontos fortes das pesquisas biomédicas brasileiras e muitos dos desafios que vêm pela frente.(Biomedicina Padrão)

Pesquisador do Biotec publica Artigo Científico em Revista Internacional sobre o potencial da Biodiversidade Piripiriense

Etielle Andrade, Rafael Guimarães, João Manoel e José Roberto realizaram caracterização de um anfíbio na Cachoeira do Bota Fora

08/10/2011
Cachoeira do Bota Fora, Piripiri / <i>Leptodactylus syphax</i> Cachoeira do Bota Fora, Piripiri / Leptodactylus syphax

O Brasil é um dos países mais ricos quando se fala em biodiversidade e pouco conhecida e caracterizada. Diante da necessidade do conhecimento desse potencial que biodiversidade piauiense nos oferece, pesquisadores do Biotec (Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia) realizaram estudo no Parque Municipal Cachoeira do Bota Fora, no município de Piripiri-Pi, caracterizando anfíbio da espécie Leptodactylus syphax.

Etielle Barroso de Andrade, herpetólogo, natural de Piripiri, formado em Biologia pela Universidade Estadual do Piauí (2007), mestre em Biodiversidade e Conservação pela Universidade Federal do Maranhão (2009), sob a orientação da prof. Gilda Vasconcelos de Andrade e coorientação do prof. José Roberto S. A. Leite. Atualmente, professor nos cursos de Biologia da Uespi (campus de Campo Maior) e Enfermagem e Fisioterapia da Chrisfapi (Piripiri) e tutor no curso de Biologia, modalidade à distância (EaD) pela UFPI.


Em 12 de dezembro de 2007, durante trabalhos de campo para caracterização do Parque Municipal Cachoeira do Bota Fora (04°12’00” S, 41°39’60” W), município de Piripiri-PI, foi registrado um indivíduo da espécie Leptodactylus syphax. Esta espécie, pertencente ao grupo de espécies L. pentadactylus, possui tamanho médio e habita áreas abertas associadas a solos rochosos. Amplamente distribuído no Brasil, Paraguai e Bolívia, foi descrito inicialmente no município de Cuiabá, Mato Groso. O macho adulto foi coletado vocalizando sobre as rochas nas margens de um pequeno riacho, apresentando os braços hipertrofiados e espinhos no polegar e no peito, características estas típicas de machos sexualmente ativos do grupo L. pentadactylus. Registros anteriores para o Piauí foram feitas nas cidades de São Raimundo Nonato e Floriano, localizadas na região Central e Sul do Estado, respectivamente. Este novo registro amplia a distribuição geográfica de L. syphax cerca de 320 km em linha reta do registro anterior na cidade de Floriano. O presente registro reforça a necessidade de se fazer inventários para caracterizar a fauna de anfíbios do Estado do Piauí, uma vez que o conhecimento sobre o grupo continua escasso.

O professor pesquisador Etielle Barroso de Andrade discorre sobre a importância e relevância da pesquisa: “O Piauí é um estado que apresenta elevada biodiversidade devido a sua grande extensão territorial e por ser considerado uma faixa ecotonal entre vários biomas brasileiros, contudo os esforços para sua caracterização são insuficientes, apesar do desenvolvimento crescente de pesquisas científicas na região. Os registros constantes de novos casos de anfíbios e répteis para a região demonstram a necessidade de aumentar os esforços no sentido de caracterizar a herpetofauna piauiense, inclusive no que diz respeito a descrição de novas espécies. O desenvolvimento de novas pesquisas e o registro de novas espécies são fundamentais para o conhecimento real da biodiversidade do Piauí e consequente para a criação de novas áreas de proteção ambiental no estado e direcionamento de políticas públicas para a conservação das espécies”.

Fonte: BIOTEC (adaptado)

01/10/2011
Somos os profissionais do futuro, acreditando em um sonho próximo... Somos os profissionais do futuro, acreditando em um sonho próximo...

“Eu vou ser uma cientista da faculdade de medicina da Universidade de Harvard (EUA) e vou ser capaz de elucidar os mecanismos envolvidos na doença de Alzheimer e propor um tratamento eficaz para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.”

...Esse era um pensamento de outrora e agora refutado. Então, porque não serei uma pesquisadora de uma Universidade do Piaui? Ou de outra instituição do Estado? Ou porque eu não me dedicarei à produção de informações científicas de saúde para a populução, que é tão necessitada e carente de qualidade de vida? É simples, Aqui estão as migalhas desse ou daquele, aqui o conhecimento cientifico é ignorado e os profissionais que escolheram esse caminho estão mergulhados num mar de sonhos. O art. 234 da constituição do Estado do Piaui assegura que o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológicas. O que representa 1% da receita orçamentária, significa que temos em dinheiro cerca de 200 mil reais para o investimento em produção científica em 2011, segundo o edital FAFEPI/2011. Enquanto os Estados Unidos investem trihões, é so pegar a calculadora científica, porque uma comum não vai chegar a esse montante. Não é ironia, é isso mesmo, enquanto temos uma vaga para mostrarmos que somos cientificamente capazes, nos editais de outros lugares observarmos milhares de vagas e verbas, por isso somos “obrigados” a exportar nossa intelectualidade. Vamos fazer o concurso sim, vamos aceitar essa migalha. Não é culpa nem minha, nem sua. É culpa nossa, mas cientificamente e politicamente não vamos aceitar, porque não precisamos desse favorzinho. Coitados de nós que ainda estamos por aqui? Minhas condolências aos que acham isso, porque sairemos da bancada, iremos à luta e não vamos arrumar as malas. Vamos arrumar pensamentos e opiniões, nos uniremos e a partir daí veremos quem vai enfrentar intelectuais unidos: estudantes, mestres, mestrandos, doutorandos e doutores juntos.

E aos colegas aculá que não aceitam a luta intelectual deixo o meu recado, parafraseando Vitor Hugo: “O hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga.” Fica a dica!

E onde estão esses Biomédicos? Aqui, lutando para o futuro chegar! Com o sonho criamos o futuro, somos utópicos hoje e amanhã seremos a realidade.

Enfim somos os profissionais do futuro, acreditando em um sonho próximo de desenvolvimento científico.

Dayane Alves Costa
Biomédica
CRBM 2589
Especialista em Docencia do Ensino Superior/UCM
Mestranda em Ciência Farmaceuticas/UFPI

27/09/2011
Biomedicina: Uma profissão multidisciplinar Biomedicina: Uma profissão multidisciplinar

Por:
Luis Fernando Viana Furtado(1)
Guilherme Antônio Lopes de Oliveira(2)

(1)Biomédico graduado pela Universidade Federal do Piauí.
(2)Graduando de Biomedicina pela Faculdade Aliança


Uma profissão multidisciplinar... Bem mais do que a rotina nas Análises Clínicas, nós, Biomédicos, somos profissionais habilitados para tantas outras funções, que, infelizmente, não são valorizadas em meio a um mercado que cada vez mais preza pela qualificação.

Acima de estabelecer uma concorrência mesquinha e desnecessária com os profissionais Farmacêuticos, nós somos profissionais a serviço da saúde e, para tal, temos que ter em mente que o paciente, independente das diferenças advindas entre essas profissões, sempre estará em primeiro lugar. Bem mais do que acirrar a concorrência com os Farmacêuticos, nós viemos para somar na área da saúde e, indubitavelmente, é desnecessário dizer que quem é bom, cedo ou tarde, ocupa o seu devido lugar.

Legalmente falando, segundo a Lei Nº 6.686, de 11 de setembro de 1979, que dispõe sobre o exercício da análise clínico-laboratorial, o profissional Biomédico também pode atuar na área, assinando, assim, laudos laboratoriais. Dessa forma, se de fato e de direito somos profissionais habilitados para atuar, além de em outras áreas, nas Análises Clínicas, a pergunta é: Por que tanta desvalorização do profissional Biomédico nos concursos públicos do Estado do Piauí?
Custo acreditar que a resposta seja embasada em níveis sócio-econômicos. De fato, moramos sim em um Estado precário, mas que vem crescendo frente às dificuldades enfrentadas. Independente disso, piauiense é um povo inteligente, de cultura rica e que vem se destacando em meio regional (e me atreveria até mesmo em dizer em meio nacional) tanto no quesito educacional quanto pelos serviços de saúde.

Segundo edital lançado pelo Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (NUCEPE), em 26 de maio de 2011, em concurso para cadastro de reserva da Fundação Municipal de Saúde (FMS) da cidade de Teresina, somente Farmacêuticos bioquímicos poderiam disputar entre as vagas de Análises Clínicas. Após intervenção do Conselho Regional de Biomedicina, o edital foi alterado, todavia, agora somente Farmacêuticos poderiam assumir as vagas, excluindo os profissionais Biomédicos do concurso.

Em edital lançado em 22 de setembro de 2011, também pela mesma organizadora, para fins de preenchimento de vagas nas Análises Clínicas do concurso da Secretaria de Saúde do Piauí (SESAPI), somente Farmacêuticos bioquímicos poderão disputar entre as vagas ofertadas. Da mesma forma acontece no concurso da Prefeitura Municipal de Floriano. Isso mais uma vez revela que, apesar de competência legal, estamos submersos em um mar de desvalorização profissional.

De certo, o que é novo causa estranhes. A implantação do curso de Biomedicina no Estado é recente, mas que caminha a passos largos. Prova disso são as altas notas atribuídas pelo MEC nas diferentes instituições nas quais o curso já foi avaliado, o que mostra, além de habilitação, competência, cabendo às autoridades locais se fazerem cientes da real situação em que os Biomédicos e estudantes de Biomedicina estão inseridos.

E de quem é a culpa de tamanha desvalorização? Em partes, de nós mesmos, profissionais e estudantes, pela falta de uma maior mobilização frente aos percalços apresentados. Hoje, no Piauí, já somos um número suficiente para implantação de um grupo de luta, de manifestação, quiçá uma delegacia ou sindicato, mas isso ainda não passa de planos. Entretanto, para tal, existe uma explicação. Os profissionais aqui formados tendem a procurar outros Estados, haja vista a escassez de campo no Piauí.

Todavia, não se pode tirar a parcela de culpa das autoridades locais. Se perguntássemos hoje para nossos representantes políticos, quantos seriam capazes de dizer qual o real papel do Biomédico nos serviços de saúde? É bem provável que poucos.

Em suma, deve-se ressaltar a necessidade de união da classe Biomédica em prol da valorização e reconhecimento do curso, cabendo também às autoridades locais buscarem a inserção do profissional nos concursos do Estado. É desnecessário enfatizar que onde existe uma base consolidada na Biomedicina, existe pesquisa, portanto, desenvolvimento. Dessa forma se faz necessário disseminar a ideia: Investir na Biomedicina é investir no progresso.

Email para contato: lfvfurtado@gmail.com


13/09/2011
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Um editorial feito por médicos especialistas do Canadá insta universidades e escolas a fazer mais para proteger os jovens dos perigos do uso indevido de estimulantes. Estudantes universitários usam estimulantes para melhorar a sua agilidade, teoricamente melhorando sessões de estudo e o desempenho acadêmico. Mas os benefícios percebidos são questionáveis. O editorial é encontrado no Canadian Medical Association Journal (CMAJ). "A grande maioria das evidências não mostra melhoria cognitiva com o uso de estimulantes quando comparados com placebo em indivíduos saudáveis. "Em suma, os estudantes que pensam que simplesmente tomando uma pílula irá melhorar suas notas ou dar-lhes novas habilidades acadêmicas estão muito enganados", afirmou o Dr. Daniel Rosenfield, Editor-Chefe da CMAJ. "O abuso da prescrição de medicamentos tais como o metilfenidato (Ritalina) e a atomoxetina (Strattera) foi estimada em uma taxa alarmante que varia de 5 por cento a 35 por cento. Sem ação, algumas de nossas mentes melhores e mais brilhantes estão em risco ", alertaram os autores. Um grande problema é que a maioria dos alunos desconhecem os potenciais efeitos colaterais e danos associados com os estimulantes. Além disso, os estimulantes são muitas vezes tomadas de forma inadequada (i.e., cheirar ou injetar) para obter um "buzz", ou um ápice rápido. Quando os estimulantes são usados ​​sem supervisão médica, efeitos clínicos adversos - tais como batimentos cardíacos irregulares, overdose, depressão, dependência e até mesmo a morte - são possíveis. Como universidades e colégios são locais comuns para o abuso de estimulantes, dada a percepção de que eles aumentam o desempenho, os alunos precisam ter conhecimento sobre a gravidade das questões. Os pesquisadores acreditam que as universidades têm a tarefa de envolver os alunos em campanhas de educação focada saúde, desmascarar mitos, expor os riscos, identificar e tratar a causa do uso de estimulantes. Os autores concluíram: "Como o doping no esporte, o abuso de estimulantes por nossos alunos melhores e mais brilhantes devem ser desnormalizada por ser visto como fraude ou abuso de substância, pura e simples." Fonte: Psicologado Notícias Enviado por: Hérica Rodrigues, Graduanda de Psicologia - UFPI

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