Pesquisadores do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) estão avaliando a possibilidade de exploração do gás de folhelho (shale gas).
O estudo, previsto para terminar neste mês de março, fornecerá à Secretaria Estadual de Energia, a contratante do projeto, subsídios para decidir sobre o possível potencial exploratório desses recursos em duas bacias geológicas no Estado.
O gás de folhelho, também chamado de "gás de xisto", é um dos três tipos de gases não-convencionais cuja ocorrência não está associada a bolsões de gás armazenados a partir das camadas de petróleo.
Ao contrário do gás fóssil convencional, encontrado no Brasil principalmente na plataforma continental, os chamados gases não-convencionais são divididos em "confinado" (tight gas), com ocorrência em rochas impermeáveis ou em rochas de baixa permeabilidade, e o metano associado a camadas de carvão.
Segundo Vilma Alves Campanha, coordenadora do projeto, é incorreto chamar o gás de folhelho de gás de xisto.
"O xisto é uma rocha metamórfica que sofreu grandes transformações geológicas, não possibilitando a geração de gás; o folhelho, por sua vez, é uma rocha sedimentar com grande quantidade de matéria orgânica que dá origem ao gás," explicou.
O objetivo geral do estudo realizado pelo IPT é analisar e sintetizar, em nível de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental, as perspectivas e os desafios para a eventual exploração do gás de folhelho e, em caso afirmativo, obter informações para subsidiar a formulação de políticas setoriais.
RISCOS AMBIENTAIS DA EXPLORAÇÃO DE FOLHELHO
"Há várias ocorrências de folhelho; mas é necessário saber se podem conter gás suficiente para o aproveitamento em face de tecnologias extrativas recentemente desenvolvidas no exterior e quais seriam as consequências ao ambiente", afirma o pesquisador Omar Yazbek Bitar.
Essas novas tecnologias de exploração do gás combinam a perfuração direcional com o fraturamento hidráulico do folhelho presente no subsolo, liberando o gás gerado.
"Pretendemos identificar os impactos prováveis tendo em vista nossa realidade ambiental e a possível interação com os aquíferos existentes, conforme indicam experiências de outros países", afirma Omar.
"A lama utilizada na perfuração também preocupa, pois contém produtos químicos perigosos, o que requer o devido equacionamento", completou.
A proteção das águas subterrâneas e a destinação adequada da lama de perfuração devem, portanto, entrar na conta da viabilidade. A interface com as políticas de resíduos sólidos e de recursos hídricos também estão sendo consideradas.
O fraturamento hidráulico (fracking, em inglês) é uma técnica controversa, proibida em vários países, devido ao risco da geração de terremotos.
Não existe ainda nenhum poço desse recurso em operação plena no Brasil, mas algumas estimativas apontam que o País pode ter a segunda reserva mundial de folhelhos, podendo ser o segundo produtor desse gás nas Américas.
FONTE: www.inovaçaotecnologica.com.br
O polietileno usado em sacolas plásticas pode ser reaproveitado para a produção de um material muito mais valioso do que o próprio material original: fibras de carbono.
As fibras de carbono estão entre os materiais mais "high-tech" da atualidade, presentes em carros de corrida, equipamentos esportivos, aviões e sondas espaciais.
As sacolas plásticas, por outro lado, estão sendo banidas porque não são recicladas adequadamente, ainda que não exista ainda um substituto ambientalmente vantajoso para elas.
Sacolas plásticas banidas ainda não têm substituto Amit Naskar e seus colegas do Laboratório Oak Ridge, nos Estados Unidos, desenvolveram um processo que não apenas permite a utilização do polietileno para a fabricação de fibras de carbono, como também possibilita ajustar o produto final para aplicações específicas.
"Acreditamos que nossos resultados trarão para a indústria uma técnica flexível para fabricar fibras tecnologicamente inovadoras em inúmeras configurações, de aglomerados de fibras a não-tecidos de fibra de carbono," disse Naskar.
Sulfonação
O novo processo, que está em processo de patenteamento, é descrito como uma "combinação de tecelagem multicomponente de fibras com uma técnica de sulfonação".
O produto final pode ter seu contorno superficial, assim como o diâmetro de cada filamento, ajustado com precisão durante o processo de fabricação - a precisão dessa manipulação alcança a escala dos nanômetros.
Outra possibilidade é a fabricação de materiais porosos, adequados para filtragem, catálise e colheita eletroquímica de energia.
"Nós mergulhamos o aglomerado de fibras em um ácido contendo um banho químico, onde ele reage e forma uma fibra negra que não irá se fundir novamente. É essa reação de sulfonação que transforma as fibras do plástico em uma forma não fundível," explica Naskar.
"Neste ponto, as moléculas plásticas se ligam, e não irão fundir ou fluir com novo aquecimento. A temperaturas muito altas, essa fibra retém a maior parte do carbono, enquanto a maior parte dos outros componentes volatiliza em diferentes compostos ou gases," complementa.
Ao falar sobre as aplicações possíveis do material reciclado, o pesquisador é lacônico: "as possibilidades são virtualmente ilimitadas".
Alguns professores de Piripiri estão se mobilizando para uma paralisação em repúdio ao governo estadual do Piauí e apoiando os nossos colegas na capital, não podemos permitir que homens públicos declarem na imprensa piauiense, dizendo que a greve é de “assassinos” de “anarquistas” ou ainda de que a greve ta virando “molecagem”,cadê o respeito?
Somos formadores de opiniões e de cidadãos, somos peça fundamental na construção de um município, estado e de um país, educamos pessoas e os transformamos em cidadãos, “A função mais importante da educação, em qualquer grau, é desenvolver a personalidade do indivíduo e o significado de sua vida para ele mesmo e para os outros”.Ouvimos hoje o pronunciamento do SINTE-Piripiri e agradecemos a sua presidente pela sua posição em relação a esta “greve paralela” em nenhum momento queríamos passar por cima dessa entidade tão forte e lutadora pelos direitos dos professores em nosso município,mas tivemos que nos manifestar pois não agüentamos mais essas arrogância do estado.Pedimos aos nossos colegas efetivos que participem da reunião no SINTE-Piripiri que ocorrerá as 17:00 horas nesta quarta feira dia 16, vamos ouvir e debater sindicalizados ou não,mas até lá o movimento continua e só voltaremos a sala de aula após decisão, até lá estamos parados.
FONTE: GRUPO DE PROFESSORES DE PIRIPIRI
Limpeza magnética
Cientistas criaram um sabão magnético.
O sabão, feito com sais ricos em ferro dissolvidos em água, reage a um campo magnético externo quando colocado em uma solução.
Essa propriedade em um sabão totalmente funcional, que lava de verdade, pode ser a solução para a limpeza de derramamentos de óleo, já que ele pode ser facilmente coletado após o uso, reduzindo o impacto ambiental.
Os cientistas procuram há muito tempo uma maneira de controlar os sabões - ou surfactantes, como eles são conhecidos na indústria - para aumentar sua capacidade de dissolver óleo em água e depois removê-los.
Agora a equipe do professor Julian Eastoe, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, achou a solução.
Sabão magnético
O grupo já havia trabalhado em sabões sensíveis à luz e ao dióxido de carbono, assim como a alterações no pH, na temperatura ou na pressão.
Mas sua inovação mais marcante é a mais recente de todas, o primeiro sabão do mundo sensível a um campo magnético.
O sabão magnético foi produzido através da dissolução de ferro em uma variedade de materiais inertes, compostos de íons cloreto e brometo, muito semelhantes aos encontrados nos amaciantes de roupa e nos enxaguantes bucais.
A adição do ferro criou centros metálicos no interior das partículas de sabão.
Surfactantes à base de líquidos iônicos, compostos principalmente de água com alguns complexos metálicos de transição, têm sido sugeridos como potencialmente controláveis por ímãs há algum tempo.
Mas sempre se considerou que seus centros metálicos ficariam muito isolados dentro da solução, evitando as interações de longo alcance necessárias para que eles se tornassem magneticamente ativos.
Aplicações dos sabões magnéticos
As aplicações potenciais dos surfactantes magnéticos são enormes.
Sua capacidade de responder ao magnetismo permite que uma ampla gama de suas propriedades seja alterada ligando ou desligando um campo magnético externo.
Isso inclui a condutividade elétrica, o ponto de fusão, o tamanho e a forma dos agregados e até a rapidez com que ele se dissolve em água.
Esses fatores são fundamentais para a aplicação de sabões em uma variedade de ambientes industriais.
Suas propriedades magnéticas também tornam mais fácil sua captura e remoção, sugerindo novas aplicações em limpeza ambiental e no tratamento de água.
Experimentos científicos que requerem um controle preciso de gotículas de líquido também podem ficar mais fáceis com a adição deste surfactante e de um campo magnético.
Retirado do site: inovaçaotecnologica.com.br
Cientistas estão afirmando que as emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela ação do homem irão retardar o início da próxima Era Glacial.Segundo os estudiosos, os gases causadores do efeito estufa, entre eles o CO2, emitidos pelo ser humano estão na base do fenômeno do aquecimento global.
A última Era Glacial terminou há 11.500 anos, e os cientistas vêm há tempos discutindo quando a próxima começaria.Os pesquisadores usaram dados da órbita da Terra e outros itens para encontrar o período interglacial mais parecido com o atual.
Em um artigo publicado na revista Nature Geoscience, eles afirmam que a próxima Era Glacial poderia começar em 1.500 anos, mas que isso não acontecerá por causa do elevado nível de emissões de gases de efeito estufa."Nos atuais níveis de CO2, mesmo se as emissões parassem agora teríamos provavelmente uma longa duração interglacial determinada por quaisquer processos de longo prazo que poderiam começar para reduzir o CO2 atmosférico", afirma o coordenador da pesquisa, Luke Skinner, da Universidade de Cambridge.
O grupo de Skinner, que também inclui cientistas da Universidade College de Londres, da Universidade da Flórida e da Universidade de Bergen, na Noruega, calcula que a concentração atmosférica de CO2 deveria cair para menos de 240 partes por milhão (ppm) para que a glaciação pudesse começar.O atual nível de CO2 é de cerca de 390 ppm, e outros grupos de pesquisadores já mostraram que, mesmo se as emissões parassem instantaneamente, as concentrações se manteriam elevadas por pelo menos mil anos, o suficiente para que o calor armazenado nos oceanos provocasse potencialmente um significativo derretimento do gelo polar e o aumento do nível do mar.
Ciclos de Milankovitch
A causa básica das transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais são as variações sutis na órbita terrestre, conhecidas como ciclos de Milankovitch, descritas pelo cientista sérvio Milutin Milankovitch há quase um século.Essas variações ocorrem em períodos de dezenas de milhares de anos.A maneira precisa como elas mudam o clima da Terra entre os períodos interglaciais, mais quentes, e as Eras Glaciais, a cada 100 mil anos mais ou menos, não é conhecida.Por si só, as variações não são capazes de levar a uma diferença de temperaturas de cerca de 10 graus Celsius entre a Era Glacial e o período interglacial. As pequenas variações iniciais são amplificadas por vários fatores, incluindo o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera, quando o aquecimento começa, e a absorção do gás pelos oceanos, quando o gelo se forma novamente.
Também está claro que cada transição é diferente das anteriores porque a combinação precisa de fatores orbitais não se repete exatamente - apesar de condições muito semelhantes acontecerem a cada 400 mil anos. As diferenças de um ciclo para o seguinte seriam a razão de os períodos interglaciais não terem sempre a mesma duração.
Transição para Era Glacial
Usando análises de dados da órbita terrestre, além de amostras de rochas retiradas do fundo do oceano, a equipe de Skinner identificou um episódio chamado Estágio Marinho Isótopo 19c (ou MIS19c), há 780 mil anos, que se parece muito com o presente. Segundo eles, a transição para a Era Glacial foi sinalizada por um período quando o esfriamento e o aquecimento se revezaram entre os hemisférios norte e sul, provocados por interrupções na circulação global de correntes oceânicas. Se a analogia ao MIS19c for correta, essa transição deveria começar em 1.500 anos, segundo os pesquisadores, se as concentrações de CO2 estivessem em níveis "naturais".
As conclusões mais amplas dos pesquisadores foram endossadas por Lawrence Mysak, professor-emérito de ciências atmosféricas e oceânicas na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, que também investigou as transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais. "A questão-chave é que eles estão olhando para 800 mil anos atrás, o que é duas vezes o ciclo de 400 mil anos, então eles estão olhando para o período correto em termos do que poderia ocorrer sob a ausência de forças antropogênicas", disse ele à BBC.
Mas ele sugeriu que o nível de 240 ppm de CO2 para provocar a próxima glaciação poderia ser muito baixo. Outros estudos sugeriram que esse nível poderia ser 20 ou até 30 ppm mais alto."Mas em todo caso, o problema é como chegamos a 240, 250 ou o que quer que seja? A absorção pelos oceanos leva milhares ou dezenas de milhares de anos, então não acho que seja realista pensar que veremos a próxima glaciação na escala natural", explicou Mysak.
Briga política
Grupos que se opõem à limitação das emissões de gases do efeito estufa já citam o estudo como uma razão para apoiar a manutenção das emissões humanas de CO2. O grupo britânico Global Warming Policy Foundation, por exemplo, cita um ensaio de 1999 dos astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, que argumentavam: "A volta das condições da Era Glacial deixaria grandes frações das maiores áreas produtoras de alimentos do mundo inoperantes, e levaria inevitavelmente à extinção da maioria da população humana presente".
"Precisamos buscar um efeito estufa sustentado para manter o presente clima mundial vantajoso. Isso implica a habilidade de injetar efetivamente gases do efeito estufa na atmosfera, o oposto do que os ambientalistas estão erroneamente defendendo", dizem. Luke Skinner e sua equipe já antecipavam esse tipo de reação.
"É uma discussão filosófica interessante. Poderíamos estar melhor em um mundo mais quente do que em uma glaciação? Provavelmente sim," observa ele. "Mas estaríamos perdendo o ponto central da discussão, porque a direção em que estamos indo não é manter nosso clima quente atual, mas um aquecimento ainda maior, e adicionar CO2 a um clima quente é muito diferente de adicionar a um clima frio", diz. "O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso", afirma.
FONTE:www.inovaçaotecnologica.com.br
Pares reacoplados
Uma simulação inteiramente feita em computador ajudou químicos a identificarem um tipo de ligação química desconhecida até agora.
"Esse fenômeno tem implicações para toda a química," afirmou Thom Dunning, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
Dunning e seus colegas batizaram o novo tipo de ligações química de "ligação de pares reacoplados" (recoupled pair bonding).
"Os químicos sabem há muito tempo que a química dos elementos do grupo principal, do nitrogênio até o flúor, é diferente da química dos elementos nas linhas abaixo na tabela periódica," explica Dunning.
"A questão é: o que torna o fósforo diferente do nitrogênio, ou o enxofre diferente do oxigênio? Parece que este novo tipo de ligação é uma das principais causas dessas anomalias," afirma ele.
Hipervalência
Uma das principais dentre essas anomalias é a chamada hipervalência, uma grande classe de moléculas que forma um número de ligações maior do que o esperado.
A Regra dos Octetos estabelece que os átomos querem ter oito elétrons em sua camada de valência.
Quando se sabe quantos elétrons um átomo tem em sua camada de valência é possível saber como ele irá ganhar, perder ou compartilhar elétrons para formar octetos - o que revela o número de ligações que o átomo pode formar.
Mas as moléculas hipervalentes formam mais ligações do que seria de se esperar, como se tivessem mais do que oito elétrons em suas camadas de valência.
O que os cientistas descobriram agora é que essas moléculas podem formar um outro tipo de ligação química.
Novo tipo de ligação química
Imagine dois átomos, um com 2 e outro com 1 elétron na camada externa. Normalmente, elétrons pareados não participam de uma ligação - é necessário separá-los para que o átomo forme uma ligação.
Alguns átomos, como o flúor, conseguem forçar essa separação. Um elétron do par original é "reacoplado" pelo flúor, formando uma ligação de par reacoplado com o elétron no orbital ocupado por um único elétron.
O outro elétron, que estava anteriormente pareado, está agora disponível para formar uma outra ligação.
Desta forma, tem-se duas ligações onde se acreditava poder haver apenas uma.
"O mais interessante sobre nossa teoria é que ela é uma teoria preditiva," diz David Woon, coautor do estudo. "Quando nós estudamos compostos de fósforo e cloro, nós intuímos como eles se comportariam baseados no que havíamos aprendido com as ligações de pares reacoplados nos compostos de enxofre."
E a "intuição" a partir da nova teoria funcionou, algo que não é explicado pela Regra dos Octetos.
Os cientistas agora planejam escrever um novo livro-texto de Química, dando uma nova explicação sobre como as ligações químicas "realmente" ocorrem.
Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/09/2011
Modelos de navios
Antes de construir um navio, é necessário avaliar o projeto em uma escala reduzida.
A construção das embarcações em escala reduzida, que poderão ser testadas em um tanque de provas, é feita hoje por um sistema de usinagem robotizada.
O robô parte de uma imagem de CAD e desbasta automaticamente um grande bloco de poliuretano, até deixar apenas a embarcação em miniatura. Essa miniatura servirá como molde para a fabricação da maquete em fibra de vidro.
O grande problema desse processo é o grande desperdício de material.
"Entre 20% e 45% de cada bloco do material vira cavaco e é irremediavelmente desperdiçado. Ao final do processo, e dos testes, mesmo o poliuretano aproveitado no molde que gerou o modelo de embarcação em fibra de vidro vira sucata. Mesmo destino tem o modelo," explica o pesquisador Fábio Villas Boas, do Centro de Tecnologia Naval e Oceânica (CNaval), em São Paulo.
Ou seja, sem um programa de reciclagem, 100% do poliuretano utilizado na confecção dos moldes das embarcações vai para o lixo. Sem contar que trata-se de um material polimérico caro, cujos resíduos do processamento robotizado geram desconforto, riscos à saúde e ao ambiente.
Cera de carnaúba
Agora, os pesquisadores do CNaval estão testando uma alternativa bem brasileira e ecologicamente correta: a cera de carnaúba.
A carnaúba (Copernicia prunifera) é uma árvore endêmica no semi-árido do nordeste brasileiro, sendo inclusive a árvore símbolo do Estado do Ceará.
A equipe teve que começar do zero, devido à inexistência de estudos anteriores sobre o uso do material em aplicações de usinagem.
"O que não existe é uma fórmula pronta para esse tipo de cera. Conscientes do desafio que tínhamos pela frente, iniciamos a pesquisa da cera para moldes estimulados pela vantagem deste material ser 100% reaproveitável, com a fusão dos cavacos em novos blocos, com perdas mínimas," conta Fábio.
Na verdade, os pesquisadores analisaram 100 amostras, incluindo ceras naturais e ceras industriais disponíveis no mercado nacional.
Ao final dos testes, apenas 5% das amostras tiveram desempenho promissor. "Levamos as cinco amostras finalistas para o centro de usinagem, no qual estabelecemos um programa padrão para avaliar a 'usinabilidade' das peças, o que determinou uma só formulação, a nossa 'campeã'," diz Fábio.
A formulação ideal, hoje em fase de patenteamento, emprega cera de carnaúba, que é muito barata em relação aos outros materiais utilizados, parafina e resina polimérica, entre outros materiais.
Entre suas principais vantagens destacam-se a boa disponibilidade da matéria-prima no mercado interno, a dureza satisfatória (maior que a do poliuretano, o que torna o processo mais estável e com menos vibrações, dando maior precisão geométrica aos cascos), a baixa capacidade térmica (aquecimento) durante a usinagem, a propriedade autolubrificante (que reduz o desgaste da ferramenta) e a flexibilidade do material (que diminui as quebras dos protótipos).
Uma semana para esfriar
Um aspecto comparativo fundamental é o custo e o desempenho alcançado para esta formulação com cera, que garante uma competitividade equivalente à do poliuretano.
"Com a possibilidade de reaproveitamento da cera muito próximo a 100%, seu custo inicial tenderá a cair rapidamente", estima Fábio.
A próxima etapa do projeto consistirá no aperfeiçoamento dos métodos de moldagem, o que exigirá uma planta de fundição de cera e um sistema para bombeamento da cera fundida para o molde.
"Nossa meta imediata é chegar à produção de bloco com oito toneladas de cera, que é a capacidade máxima para carregar o robô do CNaval," diz Fábio.
Saindo do forno a cerca de 120ºC, esse volume cera levará cerca de uma semana para resfriar no interior do molde.
Além dos moldes, a cera também poderá futuramente ser usada nos protótipos, em substituição à fibra de vidro. No final da linha produtiva dos ensaios, modelos e moldes não precisarão mais ficar estocados ou ir para o lixo. Será tudo derretido e reaproveitado.
Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/09/2011
O protótipo comprovou a eficiência da liga termoelástica, que tem potencial para substituir a refrigeração convencional de compressão. Engenheiros da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, criaram uma liga metálica "termalmente elástica" que poderá revolucionar a indústria de geladeiras e condicionadores de ar. Segundo o professor Eric Wachsman, coordenador da equipe, o "metal inteligente" permite a fabricação de equipamentos de refrigeração 175% mais eficientes do que os atuais, baseados em compressores. "Os sistemas de ar condicionado representam a maior parcela das contas de energia elétrica no verão, por isso esta nova tecnologia poderá ter um impacto significativo, bem como um importante benefício ambiental", diz ele. Liga termoelástica A liga metálica é uma espécie de refrigerante sólido. As geladeiras e aparelhos de ar-condicionado atuais usam um gás como refrigerante, que é bombeado por um compressor. O que faz o processo de resfriamento funcionar é a alteração na densidade do gás refrigerante, que ocorre quando sua pressão se altera ao ser forçado pelo compressor. A nova liga metálica de dois estados absorve ou gera calor, de forma alternada, em um comportamento muito semelhante ao do sistema baseado em compressor. Com isto, o refrigerante sólido substitui o gás usado na refrigeração convencional, naquilo que os pesquisadores afirmam ser "um avanço tecnológico fundamental". A grande vantagem é que o sistema de refrigerante sólido usa muito menos energia. Outra vantagem dessa tecnologia inovadora é que ela resolve um problema ambiental que voltou à baila recentemente, quando cientistas alertaram que os gases usados em refrigeração, que vieram substituir os clorofluorocarbonos, que destroem a camada de ozônio, podem causar problemas ainda piores. Refrigeração de estado sólido Na próxima fase da pesquisa, a equipe irá testar a viabilidade comercial da liga termoelástica para uso em sistemas de refrigeração doméstica. O Departamento de Energia dos Estados Unidos já garantiu um aporte de US$500.000,00 para o projeto. A empresa General Electric também já se interessou pela tecnologia e deverá ajudar a financiar os estudos de viabilidade econômica e técnica. Em uma inovação similar, pesquisadores espanhóis recentemente descobriram uma liga metálica que muda de temperatura sob ação da pressão ou de um campo magnético externo. Fonte: Site Inovação Tecnológica
A Terra possui ao seu redor um anel de antiprótons, confinados pelas linhas do campo magnético do nosso planeta. Essa antimatéria, que pode persistir por períodos que vão desde alguns minutos até horas, antes de se aniquilar com a matéria normal na atmosfera, poderia ser usada para abastecer os foguetes ultra-eficientes do futuro. A Terra é constantemente bombardeada por raios cósmicos vindo do espaço que, ao chegar, criam uma chuva de novas partículas conforme eles colidem com as partículas de matéria ao se aproximar do planeta. E essa chuva de partículas contém antipartículas. Muitas delas ficam presas dentro dos cinturões de radiação de Van Allen, duas zonas com formato de grossos anéis ao redor do planeta, onde as partículas carregadas espiralam ao redor das linhas do campo magnético da Terra. Pósitrons e antiprótons Satélites artificiais já haviam detectado pósitrons - os equivalentes de antimatéria dos elétrons - no cinturão de radiação. Agora, uma sonda detectou antiprótons, que têm uma massa 2.000 vezes maior do que os pósitrons. Partículas mais pesadas tomam rotas mais abertas quando espiralam em torno das linhas magnéticas do planeta - linhas mais fracas do campo magnético também geram espirais mais largas. Assim, os antiprótons relativamente pesados, ao viajar ao redor das fracas linhas magnéticas do cinturão externo de radiação, devem seguir loops tão grandes que são rapidamente puxados para a atmosfera, onde se aniquilam com a matéria normal. Mas se acreditava que o cinturão interno teria campos fortes o suficiente para capturar os antiprótons - e, na verdade, foi justamente aí que eles agora foram encontrados. Bilhões de partículas de antimatéria Piergiorgio Picozza e seus colegas da Universidade de Roma, na Itália, detectaram a antiprótons usando o PAMELA, um detector de raios cósmicos italiano que está no espaço, a bordo de um satélite russo de observação da Terra. A sonda voa através do cinturão interno de radiação da Terra, em uma posição diretamente acima do Atlântico Sul. Entre julho de 2006 e dezembro de 2008, o PAMELA detectou 28 antiprótons presos em órbitas espirais em torno das linhas do campo magnético que brotam do pólo sul da Terra. Se parece pouco, é importante lembrar que o PAMELA captura amostras em uma parte quase desprezível do cinturão interno de radiação - o equivalente à área de seus sensores. Extrapolando os resultados para toda a área ao redor da Terra, os cientistas calculam que há um bocado de antimatéria girando continuamente ao nosso redor. "Estamos falando de bilhões de partículas", afirmou Francesco Cafagna, da Universidade de Bari, na Itália. Essa armadilha de antimatéria natural não é muito diferente das armadilhas de antimatéria que os físicos estão construindo nos laboratórios aqui embaixo. • Físicos criam garrafa para guardar antimatéria Foguetes de antimatéria Alessandro Bruno, outro membro da equipe, afirma que essa antimatéria presa nos cinturões de radiação da Terra poderá ser útil no futuro para abastecer naves espaciais. Os foguetes poderiam ser alimentados pela reação entre matéria e antimatéria, uma reação que produz energia de forma muito mais eficiente do que a própria fusão nuclear que ocorre no núcleo das estrelas. "Esta é a fonte mais abundante de antiprótons nas proximidades da Terra", diz Bruno. "Quem sabe, um dia uma nave espacial poderia ser lançada e, em seguida, reabastecer no cinturão de radiação interno, antes de viajar para mais longe." E há vários postos de combustível de antimatéria pelo Sistema Solar: os anéis de radiação de todos os planetas contêm antiprótons. Especialmente em planetas gigantes, como Saturno e Júpiter, deve haver um estoque de antimatéria milhões ou até bilhões de vezes maior do que o da Terra, o que alimenta as esperanças de viagens bem mais distantes.
A Comissão Organizadora do I Congresso Meio-Norte de Medicina Laboratorial convida a todos a participar deste Evento que movimentará o litoral piauiense, entre os dias 14 a 17 de setembro de 2011. O Congresso reunirá na cidade de Parnaíba-PI congressistas e palestrantes de diversos Estados brasileiros, no auditório do Campus Ministro Reis Velloso da UFPI. Com o tema “Ciência e Tecnologia a Serviço da Saúde”, o Congresso objetiva trazer para o Piauí as discussões sobre os avanços do conhecimento aplicados ao diagnóstico e monitoramento de enfermidades de interesse em nossa região, bem como a troca de experiências entre acadêmicos e profissionais. O Evento terá apresentação de trabalhos científicos com premiação para os melhores trabalhos e minicursos para os participantes. A Comissão Organizadora conta com sua honrada presença neste Evento pioneiro que se consolidará no âmbito científico da Região. Cordialmente, Comissão Organizadora site oficial do congresso:http://www.biotec.org.br/medlab/
O novo super-átomo (FeMg8) contém átomos magnetizados de magnésio e uma interessante seletividade quanto aos spins dos elétrons em sua camada externa. Uma equipe de cientistas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, descobriu uma nova classe de "super-átomos" com características magnéticas absolutamente incomuns. Os super-átomos são um conjunto estável de átomos que podem imitar os diferentes elementos da tabela periódica. Sua funcionalidade é tão promissora que os cientistas já falam em criar uma tabela periódica de super-átomos, formada por esses "elementos aglomerados". Magnésio magnético O novo super-átomo agora descoberto contém átomos magnetizados de magnésio, um elemento tradicionalmente considerado como não-magnético. O caráter metálico do magnésio, juntamente com esse magnetismo implantado, tem potencial para ser usado em componentes eletrônicos moleculares para uma próxima geração de processadores mais rápidos, memórias magnéticas de maior capacidade e até computadores quânticos.
Os superátomos dão à Tabela Periódica algo como uma terceira dimensão, segundo Schmidt-Ott: "As propriedades químicas dos superátomos que foram identificados até agora são muito similares às dos elementos na Tabela Periódica porque suas camadas externas são praticamente as mesmas. Entretanto, nós ainda poderemos descobrir superátomos com uma camada externa diferente, dando-nos um conjunto de propriedades completamente novas." Schmidt-Ott espera encontrar aglomerados de átomos com propriedades magnéticas, ópticas ou elétricas totalmente novas, que poderão ser estáveis o suficiente para criar cristais ou outras formas sólidas. As aplicações potenciais desses superátomos incluem catalisadores para combustíveis e cristais com capacidades extras de condução elétrica. Agora, graças a essa nova descoberta, os superátomos podem ser coletados de forma muito pura e selecionados de acordo com o tamanho, tornando-os adequados para experiências químicas.